Walter Salles dirige a estreia de “Na estrada”, um dos maiores clássicos da história

Personagens marginais no livro, as mulheres ocupam um pouco mais de espaço na tela. A principal é Marylou, Kristen Stewart.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Após oito anos, Walter Salles concluir o esperado Na estrada, a adaptação de um dos maiores clássicos beat de todos os tempos, On the road (Pé na Estrada).

Assinado por Jack Kerouac e publicado em 1957, o livro se tornou uma das bíblias da contracultura, embalando gerações à procura de liberdade e experimentação na própria pele, numa era pré-Internet.

Concorrente à Palma de Ouro em Cannes 2012, esta coprodução entre a França e o Brasil, apesar da produção executiva assinada pelo velho leão do cinema independente norte-americano, Francis Ford Coppola, dividiu opiniões em sua passagem pelo festival francês, o que certamente acompanhará também sua trajetória nos cinemas.

Conduzido com a habitual perícia de Salles, que leva consigo o roteirista portorriquenho Jose Rivera e o diretor de fotografia francês Éric Gautier, seus parceiros em Diários de Motocicleta (2004), o filme encharca-se da melancolia que é predominante no livro, narrando as memórias do escritor iniciante Sal Paradise, o alter ego de Kerouac , interpretado com intensidade na medida pelo ator britânico Sam Riley, o magnético intérprete do roqueiro Ian Curtis em Control.

Esta memória das aventuras juvenis na estrada de Sal e seu amigo Dean Moriarty, este, por sua vez, o alterego do escritor Neal Cassady, interpretado por Garrett Hedlund com uma voracidade que homenageia o jovem Marlon Brando, ator que chegou a ser pensado pelo próprio Kerouac para o papel, numa das muitas tentativas frustradas de adaptação para o cinema.

A tensão entre as diferenças profundas entre os dois personagens, embalam uma vertiginosa troca de paisagens, de Nova York ao México, riscando na pele dos dois, e de vários companheiros de caronas pela estrada, um mapa de acontecimentos fortuitos. Como bebedeiras, canções, trabalhos eventuais, comida ruim ou nenhuma, a exposição às intempéries do clima, a camaradagem encontrada e logo perdida. E as mulheres Kristen Stewart e Alice Braga.

Personagens marginais no livro, as mulheres ocupam um pouco mais de espaço na tela. A principal é Marylou (Kristen Stewart), a primeira mulher de Dean, que se torna uma espécie de galvanizador entre ele e Sam, já que Dean insiste em que ela vá para a cama com o amigo.

Informações de G1

FOTO: reprodução / Reuters

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