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Agora, é rumo ao Hexa!

Brasil vence Irlanda no último amistoso antes da Copa do Mundo da África do Sul. Boas atuações de atacantes diminuem chances de Ronaldinho Gaúcho disputar mundial.

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Foram três anos de preparação. Teste para jogadores e, por que não dizer, para a estreante comissão técnica brasileira.

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Agora, é rumo ao hexacampeonato! No último amistoso antes da Copa do Mundo, o Brasil fez 2 a 0 na Irlanda e aumentou a expectativa da torcida de ver a conquista da sexta taça na África do Sul. O amistoso na Inglaterra serviu também para o técnico Dunga reafirmar suas convicções. Dificilmente a lista final, em maio, terá surpresas. Pelo menos é o que avalia a equipe do Portal novohamburgo.org que acompanhou a partida.

Quem esperava ver no final da preparação para o mundial uma seleção mais alegre, frustrou-se novamente. Até teve uma esperança, é verdade. Foi ao ver o golaço que Robinho marcou tabelando com Kaká e Grafite no segundo tempo. O pragmatismo característico da “Era Dunga”, no entanto, é o que fica da partida realizada no Emirates Stadium, em Londres.

RONALDINHO – Também teve balde de água fria para os que ainda acreditam que Ronaldinho Gaúcho disputará sua terceira Copa do Mundo consecutiva. As boas atuações dos atacantes que acompanham Dunga durante toda sua trajetória na casamata amarelinha consolidam a ausência. E mais: chamado pela primeira vez, até Grafite foi bem.

Nas demais posições o treinador apenas deve ter confirmado suas apostas. Dúvida mesmo, só na lateral-esquerda. Michel Bastos pode ser o único garantido na lista. “Eu creio que hoje nós vimos em campo a formação da defesa que vai estrear na Copa do Mundo”, diz o comentarista Paulo Cesar Vasconcellos, do canal por assinatura SporTV, e vai mais longe. “Me parece que o Michel Bastos conseguiu garantir a titularidade.”

Jogo: Objetividade prevalece,

mas brilho acaba decidindo

Dunga foi chamado pela CBF para ser o bombeiro do incêndio no circo que se armou no pré-Copa da Alemanha, em 2006. Se você tem boa memória, vai lembrar do “quarteto mágico” escalado por Parreira – Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano. Esse mérito ninguém tira do típico gaúcho de poucos sorrisos e relacionamento difícil com a imprensa. O Brasil de hoje é objetivo.

PRIMEIRO TEMPO – O jogo contra a Irlanda foi uma síntese da filosofia de Dunga, aliada ao talento do futebol brasileiro. Durante todo o primeiro tempo, o que se viu foi uma seleção pragmática, bem armada, que tentava sair nos contra-ataques. Como os irlandeses não atacavam, dava para dormir na frente da televisão. O primeiro chute a gol veio com Kaká, aos 13 min, e para fora.

Acordar mesmo só aos 43 min. Enfim, o Brasil encaixava um contra-ataque. Kaká avançou pelo meio e lançou Maicon, que achou Robinho na direita. Em posição de impedimento, o atacante avançou à linha de fundo e cruzou procurando Adriano na área. Antes que o centroavante chegasse, Andrews tentou cortar e mandou contra as próprias redes: 1 a 0 no melhor estilo Dunga.

SEGUNDO TEMPO – Na etapa final, os brasileiros voltaram com mais vontade. Afinal, eram os últimos 45 minutos para mostrar trabalho e garantir o passaporte para a África. Dunga fez mudanças e viu Grafite estrear bem, Nilmar confirmar sua vaga e Daniel Alves levantar uma dúvida: não poderia ser titular no meio-campo?

Se a objetividade reinou no primeiro gol, no segundo a palavra é genialidade. O brilho do futebol Tupiniquim entrou em campo e Robinho – o mais “alegre” da lista de Dunga – marcou um golaço, aos 31 min. Preste atenção! De Kaká para Grafite, para Kaká de novo. Kaká para Robinho, para Grafite, que devolve para Robinho. De Robinho, da entrada da área, para o gol e ponto final.

BRASIL 2 x 0 IRLANDA
Julio César, Maicon (Carlos Eduardo), Lúcio (Luisão), Juan, Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Nilmar) e Adriano (Grafite). Shay Given; Stephen Kelly, McShane, Sean Ledger e Kilbane; Liam Lawrence (McCarthy), Glenn Whelan (Gibson), Keith Andrews e Damien Duff (McGeady); Robbie Keane e Kevin Doyle.
Técnico: Dunga. Técnico: Giovanni Trapattoni.
Gols: Keith Andrews (contra) aos 43 minutos do primeiro tempo; Robinho aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos:
Estádio: Emirates Stadium, em Londres (ING).

Data: 02/03/2010.

Árbitro: Mike Dean (ING).

Auxiliares: Steve Child (ING) e Simon Beck (ING).

Cotação

Julio César7 – Seguro, como sempre, mas pouco exigido

Maicon8 – Manteve o nível de atuação da Inter de Milão, com objetividade

Lúcio9 – Garante a vitalidade da zaga brasileira, perfeito nos desarmes

Juan7 – Eficaz na composição com Lúcio, é a parte técnica da zaga

Michel Bastos8 – Ocupou o espaço da lateral-esquerda e se acertou com Robinho

Gilberto Silva7 – Dá tranqüilidade para Lúcio e Juan, à frente da zaga

Felipe Melo4 – É inseguro no desarme e se posiciona mal em campo

Ramires5 – Imprime velocidade ao jogo, mas não consegue armar jogadas

Kaká8 – Bem marcado, só conseguiu jogar mesmo no segundo tempo

Robinho9 – Ainda sem o melhor ritmo, foi o principal responsável pela vitória

Adriano6 – Pouco participativo, foi prejudicado pelo esquema, isolado

RESERVAS

Daniel Alves8,5 – Maior poder de criação ao meio-campo, mantendo velocidade

Grafite8 – Se apresentou muito para o jogo e participou do segundo gol

Luisão6,5 – Não é tão rápido quanto Lúcio, mas firme no desarme

Nilmar8 – Se movimentou muito e contribuiu na armação de jogadas

Carlos Eduardosem nota – Entrou só no fim do jogo

FOTOS: Reuters

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