Senado aprova Aldo Luiz Mendes para diretoria do Banco Central

Ele substituirá Mario Torós, que deixou o cargo na semana passada e a próxima etapa é submeter a indicação de Mendes ao plenário da Casa.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, com 23 votos, o economista Aldo Luiz Mendes, para o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central (BC). Ele substituirá Mario Torós, que deixou o cargo na semana passada. A próxima etapa é submeter a indicação de Mendes ao plenário da Casa.

 

Manutenção de condições para crescimento sustentável é a aposta de Mendes

O diretor indicado de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, defendeu nesta terça-feira, 24, ao ser sabatinado no Senado Federal, a manutenção de precondições necessárias para o crescimento sustentável do país, como a busca intransigente da estabilidade de preços, considerada uma das maiores conquistadas da sociedade brasileira nos últimos 15 anos.

Para Mendes, a estabilidade é um bem público por excelência e seu valor deve ser preservado como condição absolutamente necessária para o crescimento sustentável da economia brasileira. Ele defendeu ainda a política monetária como instrumento para estabelecimento da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% ao ano para o biênio 2009-2010.

Mendes ressaltou, porém, que para isso é importante que o BC disponha de autonomia, como já ocorre com boa parte dos bancos centrais no mundo.

“No caso brasileiro, é importante dispor de autonomia operacional de fato para calibrar com eficiência os instrumentos de política monetária, com base em critérios estritamente técnicos”.

Aldo Luiz Mendes se disse favorável à continuidade da atual política de crédito para regular o acesso da população e a oferta dos financiamentos, que além de favorecer a competição do mercado assegura a oferta adequada de recursos para o crescimento econômico.

Outro ponto que ele defendeu foi a política cambial, por visar ao aperfeiçoamento permanente do regime flutuante (sem parâmetro fixo). “Regime adotado pelas autoridades brasileiras e que tem se mostrado adquado para a nossa realidade”.

Aldo Luiz Mendes foi indicado para a vaga deixada por Mário Torós, que estava no cargo há dois anos. Torós deixou o cargo depois da veiculação de uma entrevista dada ao jornal Valor Econômico na última sexta-feira (13).

Na entrevista, ele relatou os bastidores do governo na crise e contou detalhes sobre as dificuldades enfrentadas por determinadas instituições financeiras. Aldo Mendes já foi vice-presidente do Banco do Brasil.

 

Informações ABr

FOTO: Aldo Luiz Mendes – crédito: ABr

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