Inter admite: não tem dinheiro para terminar reformas do Beira-Rio

Na manhã desta quinta-feira, presidente Giovanni Luigi avisou que clube não tem como atingir “padrão Fifa” com recursos próprios.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Complicou! O presidente Giovanni Luigi concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, dia 03, e deixou claro que o Internacional não tem dinheiro para tocar as obras do estádio Beira-Rio com recursos próprios.

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O modelo de reformas do Gigante sofreu alterações orçamentárias e o valor inicial, de R$ 130 milhões, já pulou para R$ 200 milhões para atingir o “padrão Fifa”. Preocupada com a questão,  a diretoria colorada quer a aprovação, no Conselho Deliberativo, da proposta de parceria com a empreiteira Andrade Gutierrez.

A confusão, é claro, torna iminente o risco de o Beira-Rio não receber a Copa do Mundo de 2014. “O melhor de tudo seria se o clube tivesse o dinheiro. Não é o caso. Já que o clube, há dois anos, se propôs a se candidatar a ser sede da Copa, e vendemos isso como clube, agora temos que encontrar o melhor modelo”, argumenta Luigi.

A tendência é de que o Conselho, onde a atual diretoria tem maioria, aprove a parceria com a empreiteira. Caso não aprove, o clube promete fazer o possível para respeitar a decisão dos conselheiros. “Hoje, entendemos que esse modelo não é viável. Se o Conselho definir dessa forma, temos que encontrar um denominador. Não vemos essa possibilidade, mas temos que trabalhar”, avalia Luigi.

A diretoria diz que a parceria com a Andrade Gutierrez dá mais segurança. A união com a empreiteira duraria 20 anos, com arrecadação, pela empresa, de parte de recursos que o Colorado atualmente não tem: um shopping center, um edifício-garagem e novas suítes e cadeiras do estádio. Por outro lado, possibilitaria um novo centro de treinamentos. Existe uma terceira alternativa, de empréstimo no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), mas é menos provável.

Na coletiva o assessor da presidência, Maximiliano Carlosmagno, se expôs as opções. A melhor solução, na opinião do grupo que comanda o Inter atualmente, seria o acordo com a empreiteira. “O primeiro modelo, do autofinanciamento, não gera os recursos necessários para, no período adequado, viabilizar a construção do Beira-Rio. No segundo modelo, do BNDES, ainda não se encontrou um parceiro. O terceiro modelo, com a parceria de uma construtora, tem cessão de direitos sobre um conjunto determinado de ativos que não existem hoje: o shopping center, um edifício-garagem de 3 mil lugares que está sendo acrescentado ao projeto, a cessão de direitos de cadeiras VIPs e suítes a serem construídas”, explica Carlosmagno. Em contrapartida, dá ao clube um centro de treinamentos em lugar a ser designado. O período dessa parceria é de 20 anos.”

O Conselho Deliberativo deve se reunir no dia 14 de março para nova análise das propostas. A definição pode sair nesta data. O clube precisa correr contra o tempo para tranqüilizar a Fifa. Luigi promete telefonar ainda nesta quinta para o Comitê Organizador Local. O que piora a situação é que o grupo do ex-presidente, Vitorio Piffero, é contra o novo modelo. Prefere reformar o estádio com recursos próprios. Resultado: a polêmica deve seguir nos próximos dias…

FOTO: reprodução / camisavermelha.com.br

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