Clubes criam associação para acabar com a pirataria no futebol

Times de futebol de diversos estados criaram uma associação para acabar com a pirataria de suas marcas e planejam baixar o preço de seus produtos originais.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Com a cópia ilegal de camisas e outros artigos de suas marcas, os clubes de futebol estão sofrendo prejuízos milionários. Em todo o país, camisetas de times de futebol e outros itens falsificados são vendidos livremente em comércios populares. Para combater a pirataria e acabar com os prejuízos, a associação pretende diminuir os preços dos produtos originais.

A associação foi criada nesta sexta-feira, 16 de setembro, através de um encontro entre representantes do Ministério da Justiça e gerentes de licenciamento dos times de futebol, no Rio de Janeiro. Segundo Flávia Mayrink, a gerente de licenciamento do Club de Regatas Vasco da Gama, o prejuízo das marcas dos times deve passar de milhões de reais. “A área de licenciamento do Vasco é uma das que mais crescerem nos últimos anos. No ano passado, arrecadamos R$ 6,5 milhões só em licenciamento”, conta Flávia, que acredita que sem a pirataria o faturamento duplicaria.

Os clubes pequenos e médios, como o Avaí de Santa Catarina, são os que mais dependem da venda de produtos licenciados. O time do Avaí cobre 60% dos seus gatos com as categorias de base vendendo artigos do seu time como camisas, chaveiros e canecas. “Nossa meta é que o processo de licenciamento venha a cobrir todos os nossos custos com as categorias de base. Quando o torcedor for comprar um produto, vai ajudar o clube a manter um talento que poderá surgir amanhã”, afirma a coordenadora de licenciamento do Avaí, Otília Pagani.

Além do combate a pirataria, a associação fará ofertas de produtos originais para que o consumidor de baixa renda também possa comprar produtos oficiais de seu time e não opte pela pirataria. Em média as camisas oficiais de um time de futebol custam R$ 150, preço acima da capacidade de pagamento dos brasileiros. A associação também vai investir em campanhas de conscientização para que o consumidor saiba o prejuízo que a pirataria traz para o seu time e para os outros.

De acordo com Ana Lúcia Medina, secretária executiva do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça, a associação está fazendo acordos com prefeituras de algumas cidades para integrar a Receita Federal, a Polícia Federal e as guardas municipais. Essa integração vai atuar juntamente na repressão da pirataria. Em Brasília, São Paulo e Curitiba os comitês já estão formados e devem atuar em breve combatendo a venda de produtos irregulares.

“O projeto Cidade Livre de Pirataria é a municipalização do combate à pirataria, para fazermos ações conjuntas locais”, explicou Ana Lúcia. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Osasco serão as próximas cidades a integrarem o projeto. Segundo a secretária executiva, a Receita Federal apreendeu entre em 2004 e 2011 R$ 7 bilhões em mercadorias piratas. No mundo todo cerca de US$ 520 bilhões ao ano são movimentados pela pirataria, sendo que o tráfico de drogas movimenta US$ 360 bilhões por ano no mundo.

Informações de Agência Brasil

FOTO: Ilustrativa

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