Grêmio: Duda Kroeff se defende e critica Paulo Odone

Ex-presidente rebate crítica de Vicente Martins, vice de futebol, e critica o atual mandatário. Saída de Jonas é a divergência.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Jonas não é mais jogador do Grêmio. A notícia que nenhum torcedor gremista queria ouvir foi anunciada, em entrevista coletiva, no final da manhã desta segunda-feira, dia 24, por Antônio Vicente Martins, vice de futebol.

Martins também aproveitou a coletiva para culpar a gestão anterior, do presidente Duda Kroeff, pela saída do goleador do último Campeonato Brasileiro.

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Kroeff, que deixou a presidência no final de 2010, foi quem estendeu o contrato de Jonas, em março do ano passado, até dezembro de 2011, estipulando multa rescisória de 1,25 milhão de euros. Devido a essa extensão, o atual vice de futebol criticou veementemente o ex-presidente. “O valor é extremamente baixo para o mercado brasileiro e absurdamente baixo para o mercado europeu”, reclamou Antônio Vicente Martins.

Imediatamente após as críticas, Duda Kroeff falou à rádio Gaúcha sobre os detalhes da antiga negociação. O ex-presidente defendeu-se alegando que os valores foram uma exigência de Jonas, que à época tinha uma proposta do futebol grego. “Não lembro de exatamente todos os detalhes da negociação. Mas a situação era parecida com a de hoje. Ele não era ainda o artilheiro do Brasileirão, não era tão valorizado. O Grêmio tem apenas 50% dos direitos, esse 1,250 milhão de euros é limpo para o Grêmio. Naquela época não parecia tão pouco. Ele tinha uma proposta do futebol grego, foi uma negociação dificílima, essa multa foi uma exigência do Jonas e de seu procurador. Eles queriam até menos.”

Duda, seguindo a linha de Vicente Martins, também aproveitou para criticar a gestão de Paulo Odone, que havia o antecedido na presidência. Odone teria deixado as permanências de Réver e Felipe Matitioni impossibilitadas com os contratos em vigor na época. “Pegamos o Réver com uma multa baixíssima feita pela gestão anterior, mas eu não critico diretorias anteriores. Perdemos ainda o Felipe Mattioni de graça, e também não vou falar do contrato feito pela diretoria anterior à minha”, lembra.

Certo mesmo é que o torcedor gremista é historicamente prejudicado nas negociações envolvendo ídolos. Desde 2001, quando perdeu Ronaldinho Gaúcho, de graça, para o Paris Saint-Germain, o Grêmio vem errando nos contratos ou conduzindo mal as negociações.

FOTO: Criação / novohamburgo.org

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