Zimmermann deixou o celibato e ingressou na política

tarcisioNovohamburgo.org – Antes de falar dos primeiros planos de Zimmermann para administrar Novo Hamburgo, gostaríamos que falasse um pouco mais sobre a sua trajetória até chegar na cidade e conquistar os votos de 54% dos hamburguenses?

Zimmermann – Antes de começar a dividir a minha vida entre Novo Hamburgo e o Distrito Federal eu só tinha me dividido entre a região noroeste do Rio Grande do Sul, Porto Alegre e o Vale do Rio dos Sinos. Na minha infância e pré-adolescência, mais especificamente dos 10 aos 15 anos, estudei na escola Sagrada Família, de Santo Ângelo, a qual preparava estudantes para serem futuros padres. “Decidi abandonar o caminho do celibato, tão logo conclui o ensino Fundamental, em Santo Ângelo”, revela.

Novohamburgo.org – Onde o senhor fez o Ensino Médio?

Zimmermann – Os dois primeiros anos do ensino Médio eu fiz em Rio Pardo e a conclusão do curso científico foi em Íjui. De lá eu sai diretamente para a capital gaúcha, e em 1976 já ingressava na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no curso de sociologia. Paralelamente passei num concurso para trabalhar no Banrisul Processamento de Dados.

Foram cinco anos de estudo em colégio interno de padres até abandonar as possibilidades de chegar ao celibato

Novohamburgo.org – Como foi sua trajetória em Porto Alegre?

Zimmermann – Minha formação universitária em sociologia durou até 1979 e durante aquele período na capital Gaúcha e me envolvi no movimento estudantil, sindical e até político. Recordo-me que foi exatamente a partir dos movimentos estudantis que ingressei na vida política e por volta de 1978, começava em Porto Alegre, o debate para a criação do Partido dos Trabalhadores. Além de ter sido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, também, contribuí naquela oportunidade, para a criação do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, em Porto Alegre.

Novohamburgo.org – Aconteceu mais alguma coisa importante na sua vida, naquele período?

Zimmermann – Sim, era por volta de 1977 quando eu passei a atuar como voluntário na ONG chamada GEA – Estudos e Assessoria Sindical. Tal organização se dedicava basicamente em promover a educação sindical para as representações de trabalhadores rurais e ajudar a organizar cooperativas. Neste espaço de formação eu atuei na capital Gaúcha até 1985.

Novohamburgo.org – Quando foi o seu casamento?

Zimmermann – Me casei com Sílvia Zimmermann, em 4 de dezembro de 1978 – há 30 anos. “A Sílvia é odontóloga e era por volta de 1985 quando decidimos ir morar em Três de Maio, levamos junto o nosso filho mais velho, o Mateus, e fomos realizar um trabalho de formação para a GEA – entidade que não existe mais, e permanecemos lá naquela região até 1989, quando já com mais um integrante na família, o filho Guilherme, retornamos para Novo Hamburgo”, lembra.

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