Ingresso na política

Então a sua entrada na prefeitura não se deu pelo parentesco com o prefeito Atalíbio Foscarini?
Ele foi secretário também, mas depois de eu também já ser. Daí ele saiu para concorrer, mas aí eu já era funcionário da prefeitura, era CC da prefeitura. Então trabalhei na prefeitura por 10 anos. Eu saí em 1991, na metade do mandato do Paulo Ritzel. Saí junto com o falecido Ernest Sarlet. Aí mais tarde eu me candidatei a vereador, em 1992. Eu fui eleito e fiquei dois anos na Câmara.

Com uma grande votação inclusive, foram 3.992 votos.
Na época, foi a maior votação individual. Um pouquinho mais de 3% dos votos. Eram 21 vereadores, 3 candidatos por vaga, outra realidade. Depois me candidatei a deputado, acabei sendo eleito, com surpresa, porque realmente eu era muito jovem. Quebrei uma tradição de vereador se eleger deputado, pois depois disso ninguém conseguiu mais, aliás, lamento por nós não termos nenhum representante lá. Ainda existe uma fragmentação muito grande de votos e isso acaba afetando a representação da cidade. Aí veio a primeira eleição aqui para a prefeitura e nós perdemos.

Quebrei uma tradição de vereador se eleger deputado, pois depois disso ninguém conseguiu mais.

Em 2000?
Em 2000, com 42% perdi a eleição com 5 candidatos. Então eu sabia que tinha que fazer mais na outra para não ter risco. Aí, em 2004, uma eleição tumultuada, cassação da candidatura, uma nova eleição. E agora terminando praticamente meio mandato, mas com um ano e oito meses de prefeitura. Mas para a comunidade são dois anos, não interessa esse período.

E a possibilidade de cassação ainda lhe atormenta, lhe incomoda?
O processo ainda existe, mas realmente não estou preocupado, realmente não estou, até porque existe jurisprudência sobre o que aconteceu. Não incomoda, a primeira sim incomodou bastante, sem dúvida alguma, mas a segunda não, realmente não preocupa.

Pode acontecer, realmente não está nos meus planos, mas se houver, o que eu vou fazer? Saiu da minha cabeça essa preocupação de ser cassado ou não porque está na pauta desde abril de 2006 e ainda não saiu da pauta. Pelo parecer do relator nos outros processos ele tem um posicionamento favorável à eleição, à candidatura. E se houver cassação terá que se fazer nova eleição, já que eu acabei fazendo mais de 50% dos votos. Aí teria que se fazer uma nova eleição, mais um tumulto na cidade, com mandato tampão.

E nesta suposta nova eleição o senhor concorreria de novo?
Não, daí não. Não haveria condições. Aí teríamos que se escolher outros candidatos. Com certeza haveria outros.

Aprendi muito com o tio, pessoa equilibrada, carreira corretíssima. Ele me ensinou muito

Seu ingresso na prefeitura não se deu pelo parentesco, mas e o seu ingresso na política?
Olha o pai havia sido eleito vereador quando o tio se elegeu prefeito. Infelizmente ele morreu durante o mandato, em 87, e eu realmente não imaginava concorrer depois. Fizeram o convite então decidi abraçar e concorrer. Até porque o meu contato era interno na prefeitura, eu não tinha contato com o público externo, eu fazia o planejamento interno, havia contato com secretários, diretores, não era com a comunidade. E daí aquela surpresa na eleição e depois para deputado. Claro que eu aprendi muito com o tio, pessoa equilibrada, carreira corretíssima. Aprendi muito com ele. Ele me ensinou muito.

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