Fátima Daudt

fatima01-04Fátima Daudt: a primeira mulher a presidir a ACI

A empresária e arquiteta Fátima Daudt, 41 anos, foi a primeira mulher eleita pelo voto direto a presidir a ACI/NH/CB/EV revela que começou sua vida profissional como desenhista de calçados – habilidade que aprendeu com o pai

Novo Hamburgo tem uma jovem liderança empresarial feminina que vem despontando com muita força e constituída de muita sensibilidade e que muito tem contribuído para o crescimento dos setores produtivo e de serviços do município. Estamos falando da arquiteta Fátima Cristina Caxinhas Daudt, a primeira mulher a assumir a presidência da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, desde o dia 1º de janeiro de 2008, o qual se comprometeu em desempenha-lo da melhor forma possível por dois anos. Ela recebeu a reportagem do novohamburgo.org, no dia 15 de julho, na sala da presidência da entidade, no Centro de Novo Hamburgo.

Oficialmente, ela é a primeira mulher a comandar a Associação Comercial – entidade que em outubro próximo estará completando 88 anos de fundação, eleita pelo voto direto dos associados. Na gestão anterior, a arquiteta foi conduzida ao cargo, substituindo o então presidente José Flávio Fischer, em novembro de 2006.

novohamburgo.org – Como se chama a empresa que a senhora dirige?

Fátima Cristina Caxinhas Daudt – Eu possuo duas empresas. Uma de construção civil e a agência de viagens. As duas são sediadas aqui em Novo Hamburgo. Na construção civil, por exemplo, eu iniciei em 1993, hoje tenho a Vector Arquitetura e Construções e há alguns anos, para diversificar os negócios, criei a DEEP Viagens e Turismo Ltda.

novohamburgo.org – Tu és natural de onde?

Fátima Daudt – De Novo Hamburgo. Na época em que eu nasci, em 1966, minha mãe foi atendida no hospital Centenário, em São Leopoldo, porque teve que passar por uma cesariana e minha carteira de identidade aponta para São Leopoldo, mas minha família toda é daqui de Novo Hamburgo, e eu também construí minha trajetória de vida muito baseada nesta cidade, aqui no Vale do Rio dos Sinos.

novohamburgo.org – Nome de seus pais?

Fátima Daudt – Minha mãe se chama Suelci Oliveira e o pai Júlio Caxinhas. O pai já é falecido há 21 anos. Ele foi modelista de calçados. Era natural de Lisboa, Portugal e veio para Novo Hamburgo contratado pelos antigos Calçados Klaser. Ele era amigo do também modelista de calçados, o espanhol José Maria Carrasco, falecido no último dia 17 de junho. Na época vieram ao Brasil alguns destes profissionais para trazer ao país um pouco dos traços Europeus em modelagens de calçados. Meu avô também foi modelista. Tinha uma fábrica de calçados. Isto veio da família. E o meu pai era um grande modelista e se tornou muito conhecido aqui em Novo Hamburgo. Só faleceu muito cedo. Algumas crônicas já escritas sobre ele por profissionais aqui na cidade relembram o lado português do meu pai, que dedicou boa parte de sua vida a comunidade de Novo Hamburgo e tinha um perfil muito brincalhão. Meu pai, por ser um artista e ter vindo de fora tinha um perfil bastante diferente para a Novo Hamburgo daquela época e por isto as pessoas ou o adoravam ou o odiavam. Não havia meio termo.

novohamburgo.org – Você falou que seu avô também era modelista?

Fátima Daudt – Sim. Ele e minha avó vieram de Lisboa para morar no Rio de Janeiro. Meu pai Júlio Caxinhas veio para o Brasil com 12 anos e em solo carioca a família montou uma pequena fábrica de calçados onde faziam a modelagem e os sapatos, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O meu bisavô também fazia sapatos em Portugal. Isto demonstra um histórico familiar ligado ao sapato. Meu avô manteve a fábrica até o seu falecimento. Já com idade avançada e pouco antes de falecer, meu avô retornou a Lisboa e lá morreu. Minha avó já havia falecido aqui no Brasil.

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