O deputado adotou Novo Hamburgo em meados de 1989

tarcisio03-0604Novohamburgo.org – Como foi sua chegada em Novo Hamburgo?
Tarcísio – Bom, depois que cheguei aqui, em julho de 1989, inicialmente passei a trabalhar a educação sindical com diversos sindicatos de trabalhadores, especialmente aos trabalhadores das industrias calçadistas. E é daí a minha ligação com o setor do sapato. Cheguei na fase boa do calçado quando o setor empregava 36 mil sapateiros com carteira assinada e também pude ver o segmento despencar e chegar a parte mais difícil da crise em 1999, quando sobraram pouco mais de seis mil postos de trabalho formais para sapateiros. Hoje o setor se recuperou um pouco e está gerando cerca de onze mil empregos.

Novohamburgo.org – E como se deu seu ingresso na vida política?
Tarcísio – A minha vida política iniciou em 1996 quando disputei pela primeira vez a vaga de prefeito de Novo Hamburgo. Devo inclusive reconhecer que meu nome surgiu pelo fato do PT não ter outra opção naquele momento. Eu nunca havia sido candidato a nada e nem havia disputado nenhuma eleição pública. Foi muito traumático aquele pleito e ao mesmo tempo muito positivo. Como primeira experiência a gente conseguiu um bom resultado naquela eleição. O PT ficou em terceiro lugar. A sigla tinha um vereador e passou a contar com três representantes no Legislativo. Eu consegui dobrar a média histórica de votos do partido aqui em Novo Hamburgo. Acho que fizemos naquele ano 12 mil votos e tradicionalmente o PT recebia em torno de 7 ou 8 mil votos. Então foi um crescimento muito importante. Acredito que conseguimos conquistar em torno de 8% do eleitorado hamburguense . Já no pleito de 2004 este percentual chegava a 32% do eleitorado.

Adotei a cidade de Novo Hamburgo em julho de 1989

Novohamburgo.org – Qual foi o desafio seguinte?
Tarcísio – Em 1998 fui candidato a deputado Federal. Fiquei na primeira suplência e fiz 42.600 votos. Mas o meu partido ganhou a eleição para o governo do Estado e eu assumi a secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, em 1999. E naquele mesmo ano tive o privilégio de assumir como deputado Federal pelo fato de ter sido o primeiro suplente do Beto Albuquerque, que deixou o parlamento para assumir a secretaria de Transportes do RS. Só assumi e me licenciei de imediato, para ficar no governo do Estado. Acabou assumindo na minha vaga o deputado Orlando Desconsi, de Santa Rosa. Depois na segunda disputa a deputado federal, em 2002, eu já fiz 106 mil votos e fui o terceiro mais votado da bancada. Na eleição de 2004 eu voltei a disputar a eleição para prefeito de Novo Hamburgo e alcançamos algo em torno de 32% do eleitorado ao atingirmos pouco mais de 42 mil votos. Em 2006 voltei a disputar uma vaga para a Câmara Federal e fiz novamente os 106 mil votos.

Novohamburgo.org – O eleitorado certamente vai lhe cobrar o fato de abrires mão do mandato da Câmara Federal para vir disputar o pleito municipal em Novo Hamburgo?
Tarcísio – Olha, sobre isso penso que em política existe uma dimensão muito grande entre ser legislador ou executivo. Na verdade, em geral, todos as pessoas que estão na política almejam ser Poder Executivo. Sonham em ser prefeito, governador e até presidente da República. Nestas instâncias tu tens poder decisório. Nestas instâncias você decide de fato. Como deputado a gente faz leis que outros executam. A gente é um poder mais suplementar. Eu vou te dizer o seguinte: primeiro, eu sou muito grato aos eleitores desta região e especialmente de Novo Hamburgo pelas oportunidades que me deram de ser deputado federal. Segundo, eu aprendi muito como deputado federal. É uma bela escola. Somos 513 deputados. A maior parte da Casa é composta por pessoas de boa experiência política. E hoje eu sou incluído entre os 100 deputados e senadores mais influentes da Câmara Federal. Eu acho que este aprendizado, colocado a serviço de Novo Hamburgo é muito importante. Hoje eu conheço como funciona a máquina do Estado. Eu sei como funciona a Câmara Federal e o Senado. E conheço como se move o Governo Federal.

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