"Não queremos que tudo isso tenha uso político"

1008_lucas9novohamburgo.org – Na família Redecker, tu és o único que tem gosto pela política?

Lucas Redecker – Qual o gosto: de concorrer ou de fazer política? O gosto político todos tem. De acompanhar a política. Mas de concorrer, acredito que seja eu. A minha irmã participa do grêmio estudantil, mas diz que não se imagina concorrendo a um cargo eletivo.

A vida do político é muito complicada para a família, porque existe uma ausência muito grande. E se a família não participa, acaba havendo essa ausência de relação, porque o político acaba te visitando, sendo um visitante na tua casa.

E o pai era extremamente presente em todos os momentos, em todas as horas do dia. Podia estar viajando do outro lado do mundo que tu podes ter certeza que ele vai te ligar, te pergunta como é que tu estás, o que tu estás fazendo. Nós participávamos muito sempre e ele fazia questão. O pai da minha mãe foi vereador em Estrela, antes da minha mãe conhecer o meu pai. O meu avô sempre diz: eu era vereador na época que vereador não ganhava salário.

novohamburgo.org – Para finalizar, tu gostarias de deixar alguma mensagem para a comunidade?

Lucas Redecker – A primeira coisa a dizer é agradecer ao apoio que todos deram para nós: amigos, eleitores, líderes, as mensagens de apoio deixadas pelas pessoas no fórum do novohamburgo.org, e por toda internet, e tinham um vínculo com o meu pai, que eles sentiam que o Júlio Redecker era próximo deles.

Não queremos culpar ninguém porque não sabemos quem são os culpados.

Um agradecimento às pessoas que oraram, que rezaram por ele, porque isso, com certeza, traz conforto para nós. E, além disso, dizer que todas essas são pessoas que se preocupavam e que se preocupam com a situação do país e até porque acompanhavam e até admiravam o pai como político. Dizer que a indignação delas é a nossa indignação. Que não queremos culpar ninguém porque não sabemos quem são os culpados.

Dizer para essas pessoas e para os familiares das outras pessoas que nós não queremos que tudo isso tenha um uso político, mas que se possa, a partir disso tudo, resolver essa situação, para que mais ninguém sinta a dor que estas 199 famílias estão sentindo. Queremos, e com certeza todas essas família querem, é que tudo isso seja resolvido e que nosso país comece a tomar rumos positivos.

Turismo
home_central_vertical