Vida familiar

Segunda parte da entrevista realizada no dia 05/12/2006, na redação do portal novohamburgo.org

E a entrada do Bernardinho na família do Jorginho, como foi essa aproximação?
Não fala da minha filha (risos)! Sábado à noite, a Betina chegou. O Bruno foi campeão durante este dia, pegou um vôo e veio pra cá. Nós o pegamos no aeroporto. Eu estava na Ginástica e depois fui para o meu sítio em Lomba Grande. Aí pelas 8h30, fui pra casa e daí a Betina me disse: “Pai, a RBS esteve te procurando”. E eu disse: “Eu? Esteve procurando o ele, o bonitão aí, (Bruno)”. Fui caminhar de manhã, levantei cedo. Daqui a pouco, entrou um carro na porta do condomínio. Eu disse:”Ih, caramba! O que é isso aí? Só pode ser da segurança”. Fui ver e era o carro da RBS. Os caras vieram e ficaram das 8 horas até as 13 horas. Não conseguimos ver o jogo atentamente. Isso porque a gente vê os jogos de uma maneira ativa, com olhos calculistas. Vemos a parte tática da coisa.

Há quanto tempo eles estão juntos? (Betina e Bruno)
Um ano, eu acho. Mas eles se vêem a cada dois meses, mais ou menos, mas isso é normal no vôlei.

Mas ela estava no Rio, não?
Ela estava no Rio, foi para São Paulo e começou a namorar com o Bruno. E a mãe do Bruno, que é a Vera Motta, é separada do Bernardinho e mora em Campinas. Então o Bruno passa o final de semana na casa da mãe. Aí a Betina me liga: “Pai, posso?”. Daí eu digo: “Na, na, essa não vai dar”. Ligo para a casa da Vera e pergunto se ela vai estar lá. Se estiver, tudo bem. Se não, tá louco.

E essa ida pra Portugal? Como estás te sentindo?
Primeiro, eu não posso abrir mais a boca, de tão alegre que estou. Eu corro atrás disso há um tempão, só que antes eu não podia, porque ia ferir minha família. Eu fui para Bento Gonçalves e fiquei dois anos lá. Desarticulou minha família. A Betina estava com 14 anos, o Marcelo com 16, os dois na adolescência, crescendo, e eu meio que ausente. Então eu ia e voltava, ia e voltava e achei que não era legal. Um dia me ligaram, extra-oficialmente, para ir para a Alemanha. Eu virei pra eles e perguntei: “O que vocês acham?”. Me disseram: “Ah, pai! Eu acho que tu tens que ir”. Daí eu olhei para eles e decidi não ir. Achei que era muito cedo. E agora, quando veio esse convite, achei ótimo porque o Marcelo está estabelecido em Vitória e a Betina em Osasco até abril pra jogar Super Liga. Então eles têm hoje uma liberdade. Nós vimos isso nesse um ano e meio que eles estão fora. Os dois têm condições de tocar a vida mesmo que a gente não faça essa pressão direta.

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