Ademir Schneider

Ademir quer trazer o GNV

Ademir quer trazer o GNV

Ademir garante o GNV em Novo Hamburgo

Entrevista realizada no dia 23/02/2007, na redação do novohamburgo.org

O novo diretor administrativo-financeiro da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), Ademir Schneider (PSDB), político com sólida base eleitoral em Novo Hamburgo, deu em entrevista ao portal novohamburgo.org uma excelente notícia para a cidade: enfim, Novo Hamburgo terá um posto de gás natural veicular (GNV)

Este é o principal objetivo do empresário, ex-prefeito de Santa Maria do Herval, na estatal gaúcha. Nesta entrevista, ele fala do funcionamento da Sulgás, de como os empresários da região podem fazer uso do GNV, analisa os governos de Jair, Yeda e Lula, aborda ainda sua carreira política e a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo em Novo Hamburgo.

Quais seus objetivos como diretor da Sulgás?

Meu principal objetivo é trazer o gás para Novo Hamburgo. Teremos postos de combustível GNV (gás natural veicular) e atendimento a empresas e hospitais. Buscaremos ampliar a rede de atendimento pelo Estado, onde for possível, mas eu tenho como entendimento de que este é o primeiro ponto para onde deve ser ampliado, pela rede já estabelecida e, sobretudo, pela importância econômica da região. São Leopoldo já é atendida. Imaginem o que significa o gás chegar a Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga e Estância Velha, já em um próximo momento?

Minha luta é trazer o gás para Novo Hamburgo.

Algumas empresas da região inclusive já se pronunciaram, querendo comprar este tipo de energia, podendo vir a gerar mais empregos. Isto sem falarmos na questão ambiental. O gás natural é uma forma de energia muito mais barata para os veículos e empresas e diminui em muito a poluição em relação a outras fontes de energia oriundas do petróleo e do carvão. Minha luta é trazer o gás para Novo Hamburgo. O gás deve chegar de forma ampla ao Vale do Sinos, Serra, Litoral e Região Metropolitana.

Como foi o desempenho da Sulgás no último ano?

No ano passado tivemos um lucro de mais de trinta e sete milhões de reais. O que é uma garantia de que investimentos podem ser feitos, e a certeza de que deve haver ampliações. Um dos desafios é que se possa transportar também o gás através de transporte rodoviário, com caminhões.

Vamos tentar implantar o transporte rodoviário de gás, para que sejam instalados postos de combustíveis em mais cidades gaúchas. É muito difícil prevermos que o gás chegue através de dutos para todas as cidades gaúchos, pelo investimento envolvido, sobretudo em um futuro próximo. Mas precisamos criar uma outra forma para que os gaúchos tenham o GNV, por exemplo, e estamos fazendo estudos para isso.

De que forma se daria este investimento?

Nós temos fundos próprios, mas 70% do lucro será repassado como dividendo para os acionistas. São acionistas com 51% o Governo do Estado e 49% a Petrobrás. Este recurso deve ser repassado em seguida até pela questão do custeio do Estado.

Calcula-se uma elevação em menos de quatro centavos, e que este valor não seja repassado.

Qual a solução que o Estado tem para que os gaúchos não paguem mais caro pelo gás após a nova postura do governo boliviano?

A expectativa é de que o aumento do preço do metro cúbico do gás não seja repassado ao consumidor. Calcula-se uma elevação em menos de quatro centavos, e que este valor não seja repassado. Não há como garantir, mas esta é nossa expectativa e vamos trabalhar para que assim seja. Este cenário em que o dólar se encontra em um patamar baixo de preço, que é muito ruim para as empresas exportadoras, possibilitou para a Sulgás um superávit maior.

Como os empresários da cidade podem demonstrar interessem em comercializar ou utilizar o gás?

Isto pode acontecer através de e-mail ou correspondência. Devem se manifestar como interessados em revender o gás ou utilizá-lo como combustível para suas empresas.

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