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Cirurgião plástico réu por crimes sexuais contra 18 mulheres é solto

O cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck, réu por cometer crimes sexuais contra 18 mulheres entre 2005 e 2021, foi solto nesta terça-feira (26), segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), após ter liberdade concedida no dia anterior por decisão judicial. Brodbeck estava preso na Penitenciária Estadual de Canoas.

O advogado do médico Diego Cabral afirmou que inúmeros documentos na resposta à acusação foram apresentados e que o pedido de liberdade foi acolhido pela juíza Rosália Huyer, da 2ª Vara Criminal do Foro Central, em Porto Alegre.

“Nesses documentos, englobam algumas das supostas vítimas, que tiveram envolvimento consensual e mentiram na ocorrência policial e na declaração que fizeram. Todas as coisas que estava falando no começo do inquérito somente agora estão se concretizando. A juíza, com uma grande cautela, viu que ele tem condições de responder ao delito em liberdade. Ele vai cumprir todas as determinações”, afirma o advogado.

Klaus estava preso preventivamente desde 16 de julho em Canoas. Entre as medidas cautelares que deverão ser cumpridas está a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país.

Do que ele é acusado?

A denúncia feita pelo Ministério Público do estado (MP-RS) em 3 de setembro foi acolhida na íntegra.

De acordo com a promotora Claudia Regina Lenz Rosa, que protocolou a denúncia junto à 2ª Vara Criminal de Porto Alegre, ele teria cometido ao menos 34 vezes os crimes de estupro, violação sexual mediante fraude, atentado violento ao pudor – vigente à época de alguns fatos –, importunação sexual e assédio sexual.

“As vítimas o procuravam por ser um especialista em bioplastia de glúteos. Elas chegavam no consultório e, diante de uma sumidade na área da cirurgia plástica, não imaginavam que aquele médico respeitado, com tantas clientes bonitas, abusaria delas. Pensavam estar imaginando coisas. Muitas vezes ele passava a mão nas partes íntimas. Em outras, o ato ficava explícito, como quando, por exemplo, ele propunha sexo como forma de pagamento e, muitas vezes, estuprava diante da negativa”, afirma a promotora.

Segundo ela, a denúncia se baseou em 10 inquéritos policiais da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital. Foram ouvidas mais de 140 pessoas. Dessas, 80 eram vítimas dos crimes.

“Afora os crimes abarcados na denúncia, quatro ocorrências vitimando quatro vítimas adolescentes foram encaminhados para a 6ª Vara Criminal do Foro Central especializada na atuação de crimes sexuais contra criança e adolescente. Outras 58 foram ouvidas e, apesar de apresentarem indícios de autoria e materialidade, os fatos já estavam abarcados pela prescrição ou pelo direito de representação, motivo pelo qual não estão sendo denunciados”, acrescenta Claudia.

O médico também sofreu uma interdição cautelar total e temporária por determinação do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). Assim, enquanto durar a sindicância, no prazo máximo de 180 dias, ele não pode exercer a medicina.

Informações: G1

Imagem: Reprodução/TV Globo

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