• Visualizações 690

74 Países na bagagem

Por Jorge Trenz

Este sim, é um homem que pode se dizer viajado. Armindo Robinson, fundador da Socaltur Turismo, tem milhas e milhas internacionais na sua bagagem de vida. Seu roteiro como empreendedor iniciou quando o pai comprou parte da empresa de ônibus do senhor Heinz, que vinha a ser sogro de Armindo. Além do grau de parentesco já estabelecido, tornaram-se sócios.

A empresa, sediada em Ivoti, tinha 4 ônibus. Precisava se desenvolver, mas naquele local não havia espaço para aumentar a frota e, em contrapartida, estava faltando serviço para ocupar a mão de obra contratada. Seu Armindo ressalta que é um homem do interior, não cursou faculdade, mas esteve sempre próximo de amigos e pessoas inteligentes. E foi por essas relações que acabou encontrando uma estratégia de desenvolvimento para o negócio.

“Tinha um amigo chamado Urbano Kehl, professor da PUC na época, que começou a contratar nossos melhores ônibus para viagens à Foz do Iguaçu, aliás, meu primeiro destino turístico na vida. Ele disse pra mim:

– Armindo por que tu não vai para Porto Alegre? Abre lá uma agência de turismo, por que é o futuro.” Mas naqueles anos, a capital estava muito distante. Só que a ideia era boa e seu Armindo, praticante de bolão e torcedor do Floriano de Novo Hamburgo, viu aqui o lugar para se estabelecer.

Próxima de Ivoti e de Porto Alegre, a cidade tinha o setor calçadista se projetando, pessoas trabalhando muito, mas ganhando dinheiro e podendo viajar. Havia demanda e, em 1978, alugaram uma pequena sala para receber a Socaltur Viagens. “Compramos um ônibus de turismo e começamos a desenvolver. Meu problema, então, foi a falta de profissionais. Arrumei alguns professores do interior e conseguimos que a Feevale abrisse um curso para guias turísticos.”

Maica Feronato segue os ensinamentos do seu Armindo há 19 anos e, atualmente, é a gerente de operações da empresa.

Seu Armindo relembra dos tempos que trabalhava 20 horas por dia, do final de semana que partiram 11 ônibus da companhia levando turistas para o Salto de Sete Quedas, maravilha natural inundada por um lago artificial, da compra de 8 ônibus novos de uma só vez, da aquisição da sede da Socaltur e do nome da dona Ilse Wigels, uma senhora de Canoas que procurou a empresa porque queria fazer um roteiro pela Alemanha.

“Éramos vistos como os alemãezinhos do interior, então, fizemos o primeiro grupo com 70 pessoas para a Alemanha. Cheguei lá me sentindo em casa. Eu, quando jovem, lia a bíblia em alemão. Essa viagem virou notícia, saiu no jornal e promoveu o nome da Socaltur. Aí, fiz curso de guia internacional.  Foram emitidas 20 carteiras de guia internacional no Brasil e fui o único representante entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“Viajei e estudei toda a Alemanha. Fiquei sabendo de tudo o que aconteceu na II Guerra Mundial, isso me machucou muito, pois viajava para esses lugares e tinha que saber. Como tinha que saber dos outros também. Me virava falando quatro idiomas e percorri 74 países. Por isso, sempre fui muito amigo dos livros. A América do Sul , fiz toda ela dirigindo ônibus”.

Compartilhar

Campo Bom inicia vacinação para pessoas acima de 58 anos neste sábado

Avançar »

Em estreia no Brasileirão, Grêmio é superado pelo Ceará

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*