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Primeira dose


Por don Arabí Rodrigues

Recluso, saí de casa, para fazer a vacina, uma luz, que a medicina fez “de pronto, criar asa”. Se resolve ou nos atrasa, somente o tempo dirá; quem não tem nada pra “dá”, o pouco, já é bastante. -Pobre de nós, caminhantes neste mundo, “como está”!

Voltei ao tempo de piá, quando vivia no campo; pra combater o sarampo, minha mãe fazia um chá, sabugueiro, garupá, ou compressa d’água fria. Pra mermar esta agonia, eis aqui o meu convite: vacine-se contra o “covid”; causador da pandemia.

Ergo a voz em poesia e a consciência se perfila. Cheguei no “posto”, e na fila pouco mais, do meio dia. Ouvi uma voz que dizia, com ternura e sobriedade: por que será que a verdade, sempre anda devagar? Se a minha musa escutar vai tolher minha vontade…

Em louvor a divindade, a disciplina perfeita; vais em frente, e a direita segue o ritual da Igualdade. Um ato de caridade carece muito respeito; impera sempre o direito, ninguém é mais que ninguém, “os grandes” dizem Amém, os pequenos, são perfeitos.

Ah meu Deus! Este conceito deveria ser a norma. -Aquele que se conforma, com quem só diz “dito e feito”, não percebe, que o defeito, está no modo de ser, não consegue compreender sua própria situação. Cego mesmo, meu Irmão é aquele que não quer ver.

Mas, tenho que me conter, o rito exige humildade; em reunião, a Sociedade é maior que o meu querer. Continuei a percorrer, o cortejo pra vacina. Quem por vontade declina, lembrando a lição dos pais; se eleva, ante os demais, que se prendem por doutrinas.

Prefiro o ar das campinas, que o calor dum “pavilhão”; entretanto, a obrigação, massacra e também ensina. O bom senso descortina serenidade e prudência.

Quem espelha com paciência a alma, branqueando o cerno, demostra seu Deus interno, tutor da sua existência. Chegou a hora precisa da vacina, então ser feita. Organização perfeita ergue a manga da camisa e num gesto que simboliza o dever da Autoridade: atender a Sociedade com respeito e dinamismo.

Graças ao funcionalismo: corpo de luz e bondade. Por fim me calo, à vontade do Supremo Criador. Sob o altar do amor, o elo da humanidade; dobro o dorso, a imunidade, que a ciência pode trazer.

Bendito seja o saber, por dinâmico é audaz: “nos ensina como faz, também como não fazer”!

NH. casa do rio, abril, 05/21

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