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Novo Hamburgo é exemplo na redução da criminalidade e acidentalidade

Prefeita Fátima Daudt destaca integração das instituições durante apresentação das ocorrências dos últimos quatro anos.

A primeira gestão de Fátima Daudt à frente da Prefeitura de Novo Hamburgo foi marcada por importantes realizações nas áreas de revitalização urbana, atração de investimentos e melhoria de serviços como educação e saúde. No entanto, um setor que merece destaque pelos avanços conquistados é o da segurança pública. Os investimentos em reaparelhamento, a aposta na integração, o uso da tecnologia e a criação de projetos de prevenção à violência e à criminalidade colocaram a cidade em um novo patamar. Na tarde desta quinta-feira, dia 21, a Secretaria da Segurança (SEG) apresentou o balanço dos quatro anos sob o comando do general Roberto Junghton, com um diagnóstico detalhado da criminalidade.

Novo Hamburgo encerrou 2020 com o menor número de homicídios da série histórica publicada anualmente pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS), iniciada em 2002. Na manhã de quinta-feira, em entrevista à Rádio ABC, o vice-governador e secretário estadual da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, citou Novo Hamburgo como exemplo de redução da violência. “Queremos esta redução para todo o Estado”, disse.

Além da prefeita Fátima Daudt e do secretário Junghton, participaram da apresentação, que ocorreu no Centro Administrativo Leopoldo Petry, o tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho, comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Vale do Sinos, (CRPOVS); delegado Rafael Sauthier, representando o delegado da 1ª DP de Novo Hamburgo, Tarcísio Kaltbach; a bombeira tenente Deise Tecca, representando o major Deoclides Silva da Rosa, comandante do Corpo de Bombeiros de Novo Hamburgo; vereador Raizer Ferreira, presidente da Câmara de Vereadores da cidade; guarda Ricardo Carvalho, diretor da Guarda Municipal; Claiton Silva, diretor do Gabinete de Gestão Integrada; e Daniel Bota, integrante do Gabinete da Prefeita.

DESTAQUES

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram 24 assassinatos, uma queda de 45,5% em relação aos 44 homicídios de 2019. Antes disso, o menor número havia sido registrado somente em 2010, com 33 de ocorrências deste tipo. Esse resultado deixa o município com o indicador dentro do preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para os padrões mundiais de violência letal, que é de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. O índice ficou em 9,72 para cada 100 mil habitantes, considerando uma população de 247.032 para o ano passado, segundo o IBGE.

O balanço, elaborado pelo Observatório da Segurança de Novo Hamburgo (OSNH) e apresentado por sua coordenadora Claudete de Souza, aponta para a redução em todos os principais indicadores criminais ao longo dos quatro anos de gestão. Nos homicídios dolosos, a queda foi de 61,9% entre 2017 e 2020. Além disso, desde 2018 não são registrados latrocínios no município. O delito, que combina elementos de crimes contra a vida e de crimes contra o patrimônio, é um dos mais impactantes para a sociedade, em virtude da violência empregada e de suas consequências.

Para a prefeita Fátima Daudt, os números são resultados de investimentos consistentes na segurança, que incluem valorização da Guarda Municipal e compra de equipamentos, como veículos, armamento e até drone, além do trabalho que valoriza a cooperação entre todas as forças públicas, como Brigada Militar e Polícia Civil. “Todos nós aqui temos um foco comum, que é a segurança de nossa cidade. E este resultado positivo não seria possível não fosse o esforço conjunto de todas as instituições”, destacou. “Sempre tenho dito que nossa Administração trabalha com evidências. Isso também é para a segurança, onde os dados é que fundamentam nossas ações”, disse.

O comandante do CRPOVS também reforçou a integração. “Não são apenas as várias ações integradas, mas a gestão da segurança está integrada e este é o diferencial”, disse. Ele sugeriu chamar também a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e o Instituto Geral de Perícias (IGP) nesta integração. Para o tenente-coronel Daniel, o Município deve ampliar o olhar social para algumas áreas da periferia, o que foi concordado pela prefeita.

Já Junghton reforçou que os números em si não significam nada. Destacando o trabalho do Observatório de Segurança de Novo Hamburgo, o secretário reforçou a importância do aprofundamento dos números. “A informação é o primeiro elemento sobre o qual se pode decidir algo. Daí a importância deste levantamento”, enfatizou, parabenizando a prefeita Fátima Daudt pela decisão de investir em segurança: “Os dados que estamos apresentando hoje refletem o sim que a prefeita deu ainda em 2016, de que o Município se juntaria nesta luta por mais segurança na cidade”.

O delegado Rafael Sauthier chamou a atenção para o comportamento das ocorrências. “O que chama atenção não são apenas os baixos índices, mas a queda na curva dos últimos anos. Novo Hamburgo vem servindo de exemplo na integração de suas instituições.”

Lembrando que até ano passado respondia pela pasta da Secretaria Municipal de Obras, o vereador Raizer Ferreira citou algumas importantes ações de apoio da Prefeitura tanto para a Brigada Militar quanto para o Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. “E digo isso para reforçar justamente esta integração que é cada vez mais forte entre todas as instituições aqui”, colocou.

FURTOS E ROUBOS

Os furtos e roubos também reduziram em Novo Hamburgo. O primeiro indicador aponta diminuição de 23,7% e o segundo, de 53,6%. Quando se analisa o recorte envolvendo furto e roubo veículos, a queda é ainda maior: 44,7% e 53,8%, respectivamente. O abigeato, crime localizado em sua quase totalidade na zona rural, obteve redução de 30,4% entre 2017 e 2020.

OBS: os crimes relacionados a entorpecentes possuem uma leitura diferente. Quando maior os números, melhor. Eles refletem a produtividade das instituições. Cabe a vocês, na Comunicação, decidir se dão ou não esses dados – uma vez que eles sempre geram confusão.

Violência contra a mulher e violência sexual

Junto ao balanço da criminalidade, o OSNH apresentou um estudo com foco na violência contra a mulher e violência sexual. Este tipo de delito recebeu atenção especial das autoridades ao longo de 2020 em virtude do isolamento social causado pela pandemia de COVID-19, que obrigou as famílias a passarem mais tempo juntas dentro do mesmo ambiente.

Em Novo Hamburgo, análise aponta para a redução em três dos cinco tipos criminais elencados pela SSP/RS, entre 2017 e 2020. O crime de ameaça reduziu 12,1%, já o crime de lesão corporal apresentou queda de 29,1% Os estupros consumados diminuíram 17,7% e as tentativas de feminicídio aumentaram 50%, na comparação do primeiro e do último ano da gestão de Fátima Daudt. Com relação aos feminicídios consumados, foram registradas duas ocorrências nos últimos quatro anos, uma em 2018 e outra em 2020.

Raio X da violência em Novo Hamburgo

O diagnóstico elaborado pelo OSNH ainda apresenta análises mais densas e detalhadas, que envolvem o perfil das vítimas de homicídio, os dias da semana e os horários de maior ocorrência dos crimes e um estudo aprofundado sobre crimes contra o patrimônio. Sobre violência sexual, os apontamentos incluem ainda o perfil dos acusados, o local onde os crimes ocorreram e a relação existente entre o autor do crime e a vítima.

Crédito Lu Freitas

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