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Em nota Sindilojas desabafa: “Nossa bandeira é a preta.Do luto”!

 “E o cidadão, o que fez neste período? O que não poderia fazer. Aglomerações em espaços públicos, festas, filas e mais filas para acessar diversos serviços”.

Enquanto o governo do Estado decreta a bandeira vermelha do distanciamento controlado na nossa região, nós, do Sindilojas de Novo Hamburgo, optamos pela preta. Mas o nosso preto é de luto. Luto por um segmento da economia que está pagando o preço do descaso. Descaso do cidadão, descaso do poder público. Resultado: empresários acuados, que sem saída para a falta de receita, demitem funcionários, fecham as portas de seus negócios.

Há 90 dias fomos condenados a uma pena que, como consequência, levou o segmento varejista ao desespero. Desde que a pandemia chegou os órgãos responsáveis pelos serviços aos cidadãos elegeram aquele que seria o culpado pela proliferação do vírus: o comércio.

É em tom de desabafo que fizemos este manifesto, um eco do que já fez as nossas irmãs ACI e CDL. Eco que busca defender a saúde de milhares de estabelecimentos comerciais em nossa área de atuação, que abrange ainda os municípios de Campo Bom, Sapiranga, Araricá e Nova Hartz. Este manifesto é o eco de socorro de empresários que, junto com seus negócios, geram emprego, geram arrecadação.

Mais do que solidários, desde que começou este processo, lá na segunda quinzena de março, fomos responsáveis. Preparamos nossos estabelecimentos, do micro ao grande, para receber os funcionários e servidores com segurança. Reduzimos os espaços de circulação das lojas, limitamos o número de clientes por vez, disponibilizamos equipamentos de segurança e higiene. Fizemos nossa parte. Mas, pelo visto, foi pouco.

E o cidadão, o que fez neste período? O que não poderia fazer. Aglomerações em espaços públicos, festas, filas e mais filas para acessar diversos serviços.

Tem, ainda, o descaso do transporte público, que passa lotado em certos horários, com as pessoas se acotovelando dentro dos ônibus, como se ali não houvesse risco de contaminação. As empresas de ônibus fazem suas exigências e recebem oferta de recursos públicos para manter suas atividades. E o comércio?

O que se vê é a agonia de um setor. Nosso presidente, Remi Scheffler, no sábado à noite escreveu artigo publicado no site do Jornal NH, sob o título “Do Laranja para o Vermelho, do Vermelho para a agonia”, já antecipando o que viria a partir da implantação deste modelo controlado.

Podem escrever: ou mudamos esta bandeira e retomamos nossas atividades, ou muita empresa, independente do tamanho, vai falir. E, falida, não gera emprego, não gera renda, não gera arrecadação de impostos. Por isso, nosso grito de socorro.

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