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Deflagrada terceira fase da Operação Tormenta em Porto Alegre e Região Metropolitana

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat/Deic), deflagrou na manhã desta segunda-feira (24) a terceira fase da Operação Tormenta na Capital e Região Metropolitana. A ação tinha por objetivo o combate aos crimes contra a administração pública, associação criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a contratação de diversas empresas privadas para consecução de serviços no âmbito do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) de Porto Alegre. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Alvorada e Viamão. Na ação, três pessoas foram presas em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Três armas, documentos, jóias e quase doze mil Reais em espécie foram apreendidos.

Segundo os delegados Andre Lobo Anicet e Max Otto Ritter, a investigação teve início no segundo semestre de 2016, tratando-se a operação de hoje da continuidade das 1ª e 2ª fases. “Os principais alvos desta ação foram as empresas contratadas pelo Poder Público, além de diretores e servidores do DEP. Está sendo investigado o superfaturamento em contratos de manutenção de casas de bomba e limpeza de bueiros, serviços que são executados ou condicionados à execução de outros serviços, não descritos em licitação, ateste de serviços prestados a menor ou sequer prestados, falsa prestação de contas de serviços não prestados, entre outras irregularidades recentemente impugnadas pelo Tribunal de Contas do Estado”, contam os delegados. A ação de hoje visa à apreensão de documentos que corroborem com as provas até então obtidas.

Os delegados afirmaram que são investigados contratos do Departamento de Esgotos Pluviais de Porto Alegre celebrados desde o ano de 2011 até o presente momento. “Apura-se que aproximadamente trinta por cento dos valores previstos nos contratos foram desviados da sua finalidade, alcançando um montante aproximado de 10 milhões de Reais”, acrescentam Anicet e Ritter. O Diretor de Investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Sander Ribas Cajal, ressaltou que este tipo de investigação qualificada no combate aos crimes de colarinho branco faz parte do enfoque do Departamento.

O Chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, ressalta que esta é uma ação da Polícia Civil de grande valor. “Estamos frente a uma situação de corrupção, eis que a verba que deveria ser empregada em escolas, hospitais, saneamento básico, foram desviadas do Poder Público. Com isso, deixa-se de aplicar determinados valores onde deveria realmente aplicar e faz com que a saúde, educação, infra-estrutura não recebam o aporte necessário. Indiretamente isso acaba influenciando na criminalidade como um todo, eis que, o Estado deixando de estar presente em determinados locais, faz com que o crime se faça presente”, acrescenta Wendt.

 

Foto: Polícia Civil – Fonte: Deat/Deic

 

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