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Novo Hamburgo: vacinação contra Covid-19 inicia nesta terça-feira

A esperança que a vida retorne ao normal já tem ponto de partida em Novo Hamburgo. O Município deve começar a vacinação contra a covid nesta terça-feira, dia 19. Um ato simbólico para marcar a primeira pessoa vacinada em solo hamburguense será realizado em frente à Vigilância em Saúde (Rua Marcílio Dias, 1590), em horário a ser definido. O Estado receberá 341,8 mil doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan produzida em parceira com o laboratório Sinovac. Deste total, Novo Hamburgo irá receber 1.482 doses, suficientes para a primeira dose do mesmo número de pessoas.

Nesta primeira fase, serão imunizados os profissionais que atuam nos centros de atendimento específicos contra o coronavírus como o Centro Covid do Hospital Municipal, e ainda dos hospitais Regina e Unimed. “São eles os nossos heróis neste luta contra o coronavírus. Estão trabalhando incansavelmente desde o início da pandemia, a eles todo o nosso reconhecimento e ação para que sigam firmes e também mais seguros”, diz a prefeita Fátima Daudt.

“Estamos vivendo o momento mais esperado, a vacina está chegando, mas ainda é preciso manter todos os cuidados que estamos tendo até agora, seguir com a higienização das mãos, uso de álcool em gel e distanciamento social. O caminho a percorrer é longo, estamos dando um grande passo, mas é preciso seguir as medidas de prevenção”, reitera a prefeita.

O secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, explica que o Plano Municipal de Imunização prevê a vacinação em etapas e pede a compreensão da população. “Solicitamos que a população não se dirija a unidades de saúde em busca da vacina neste momento. À medida que avançarmos as etapas de vacinação, iremos comunicar quem deve se dirigir aos locais de imunização.”

A primeira a ser vacinada

O Município já definiu quem será a primeira a receber a vacina em solo hamburguense: a Dra. Bárbara Fior, 31 anos, pela dedicação total na linha de frente contra a covid-19. A médica intensivista e coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), além de trabalhar em UTIs privadas do Município, tornou-se uma inspiração e exemplo de resiliência para os colegas da Saúde.

Para a prefeita Fátima Daudt, a escolha da médica Bárbara Fior vem carregada de simbolismo e reconhecimento. “Sua dedicação na luta contra o coronavírus na cidade é reconhecida entre todos os colegas da saúde, participando desde a elaboração de ações estratégicas até o atendimento individual dos pacientes. É também uma profissional muito sensível, que não mede esforços para dar a devida atenção aos familiares, prestando todos os esclarecimentos neste momento tão difícil que é a internação em uma UTI”, explica a prefeita.

Formada em Medicina em 2012 pela Universidade de Passo Fundo, Dra. Bárbara é moradora de Novo Hamburgo e casada com outro profissional da área, o anestesista Dr. Henrique Dartora.

Vocacionada para a Medicina, em especial pela índole humanitária, ela diz que se sente plenamente realizada com a escolha profissional e feliz e honrada neste momento, acima de tudo, por representar com esse ato simbólico toda a classe dos profissionais da Saúde. “E digo a todos que, sem dúvida nenhuma, a vacina representa vida e a possibilidade real de vencermos o inimigo”, destaca. “Apenas com união, superação e dedicação conseguimos chegar a esta etapa, cientes de que temos ainda uma jornada longa pela frente, mas o início da vacinação já representa a trilha de uma nova história.”

A superação para o medo e a saudade

A doutora Bárbara é justamente conhecida por sua sensibilidade que se estende no zelo aos familiares de pacientes da covid-19. Conforme a Direção da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), desde o início da pandemia era grande a sua preocupação em manter um canal de interação permanente com as famílias.

Para atender a essa proposta, a FSNH colocou à disposição da médica um aparelho celular exclusivo com acesso à Internet. Desta forma, sempre que o paciente se sente disposto e tem condições clínicas para se comunicar, a médica realiza chamadas de vídeo para colocá-lo em contato com pessoas de sua convivência, o que contribui no processo de recuperação da doença.

Um reencontro inesquecível

Dos tantos casos atendidos pela doutora Bárbara no Hospital Municipal durante a pandemia, um dos primeiros mais emblemáticos envolveu um casal de idosos. A história de superação foi marcada por uma espera de mais de dois meses para o sonhado reencontro com a família.

Em maio do ano passado, o aposentado Alvari Aloísio Kayser, 62 anos, finalmente saiu da Terapia Intensiva e pôde estar com esposa, filhas e netos. Ele havia ficado 57 dias na UTI dos 61 em que ficou internado. Sua esposa, Leni Guterres de Carvalho, 65, já havia tido alta a essa altura, após 58 dias de internação hospitalar, dos quais 53 se passaram dentro da UTI.

O desfecho feliz foi um momento de grande emoção e de esperanças renovadas para os profissionais da linha de frente, e que sensibilizou sobremaneira a doutora Bárbara e equipes do Hospital Municipal.

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