Quanto o querer muito é pouco

Todos os dias somos presenteados por uma nova etapa de nossas vidas; infelizmente alguns não conseguem perceber o momento de evolução que estão vivendo, enquanto outros – sabedores do objetivo desta encarnação – aproveitam e são felizes.

Tem uma parábola que relata que um rei querendo possuir toda a felicidade do mundo, manda procurar as pessoas que – com pouco – conseguem ser felizes, porque ele – com muito – além de estar infeliz, quer sempre mais. Passado algum tempo retorna um súdito e diz que encontrou uma pessoa que nada tem, mas que vive uma grandiosa felicidade. O rei foi pessoalmente ao encontro desta pessoa e perguntou qual era o motivo da felicidade e ouviu que a felicidade estava na camisa que esta pessoa usava.

Como a inveja mata, o rei ofereceu ouro e pedras preciosas para ser dono da camisa e esta pessoa não aceitou. Não satisfeito, mandou que a mesma fosse subtraída a força e a vestiu. Esperou, esperou e nada da felicidade; mandou chamar o antigo dono da camisa e lhe inquiriu; este disse que para ele, a felicidade estava no vestir a camisa; ele se achava bonito com a camisa e assim era feliz.

Quantas pessoas conhecemos que nunca estão satisfeitas, desejando sempre mais, mesmo que tenham de agir sem moral e ética? Poderia citar várias, mas estaria vendo um grão de areia na vida de outros enquanto eu tenho toneladas de areia bloqueando a minha visão. E por minha própria culpa.

Às vezes fico pensando sobre o que nos leva a desejar e mesmo satisfazendo os nossos desejos (desejo não é necessidade), cada vez queremos mais, muito mais e não acho resposta plausível e que possa convencer-me; alguns podem dizer que pela necessidade passada, as pessoas tendem a querer o que não puderam ter; outros que a inveja, ao ver pessoas em condições melhores, incita o querer.

O que sei é que somos criados pela matéria, pelo desejo e posse da matéria e esquecemos-nos do verdadeiro significado que o Mestre Jesus veio aqui ensinar. O maior legado que Jesus nos dá está no amar uns aos outros, desejando sempre o que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. Parece simples, mas não o é. Devemos mudar paradigmas e em muitos casos, começar nova jornada. O que está feito não pode ser desfeito (não concorda? atire uma pedra), mas, Deus nos dá a opção de fazer novo começo, nova vida. Isto se percebemos.

O mês de dezembro é propício a reflexões, apesar dos bombardeios da mídia querendo que cada vez mais compremos matéria. Podemos – melhor – devemos frear o nosso querer muito e trocar para ajudar mais. A ajuda pode ser num simples abraço…

Tenho grandes desejos e um deles é poder sentir que todos ao meu redor estejam alegres tal qual o dono da camisa; sentir-se feliz está diretamente relacionado com o nosso modo de viver esta encarnação.

Portanto peço a Jesus que neste Natal todos possam ter a camisa da felicidade e ao vesti-la, sejamos como Deus sempre quer: pessoas felizes e contentes com o que tenham e não com o que podem ter.

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.

Compartilhar

Não fuja do seu foco

Avançar »

Quando pouco é muito

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*