Crise? Que Crise?

“Você sabia que a inveja existe porque ainda não descobrimos que podemos ser mais e melhores do que os outros a quem invejamos?” (Luiz Gonzaga Pinheiro)

Tem dia que penso que complico demais minha vida; ora reclamo disto, ora daquilo e necessariamente esqueço-me de dar solução aos pequenos problemas que me aparecem. Ajo como a maioria das pessoas. Isto mesmo: somos todos iguais. Somente lembramo-nos de reclamar.

No feriado de carnaval fui ajudar um amigo em seu quiosque à beira mar e nos momentos em que o sol se escondia por detrás das nuvens e enquanto o vento nordeste castigava as pernas das pessoas, comentei que era uma pessoa privilegiada e que jamais deveria reclamar, mas sim aceitar minha cruz, mesmo com as diferenças que a vida dá.

Isto comove as pessoas (diferenças); somos naturalmente emotivos ao ver a desgraça dos outros, a dor e a pobreza, mas será que todas as pessoas se entregam a primeira crise que aparece? Será que todos desistem ao primeiro obstáculos?

Se assim fosse estaríamos ainda na idade da pedra e jamais chegaríamos à época industrial. Viveríamos em colônias, plantando para viver, lutando para não morrer, ao passo que hoje, com tantas ferramentas e condições, qualquer abalo externo nos derruba; adoecemos e caímos ao leito, esperando a morte chegar.

O mundo não pára; as pessoas não deixam de comer, de consumir e mesmo assim, achamos que a crise vai nos derrubar e fechamos as portas, deixando de atender os clientes, sem esquecer que continuamos reclamando da crise e a crise está em nos nós, dentro de nós, impregnada no sangue. Não sabemos viver sem ter uma crise.

Dias atrás recebi um vídeo (anexo) de uma pessoa que nasceu sem os braços. Este senhor poderia sentar-se numa sombra e aproveitar o tratamento que seus pais lhe deram; ao crescer, usar dos benefícios que seu problema pode propiciar e pedir ajuda ao governo por invalidez. Pelo contrário, continuou a sua vida como se os braços não fizessem parte do ser humano, enquanto nós, com dois, não sabemos usá-los.

Ao assistir o vídeo muitos se comovem, mas o que quero mostrar é que a crise sim existe para uma pessoa como esta e não para nós. Somos sadios, bem nutridos e com certo grau de instrução. Sabemos fazer muitas coisas e mesmo assim, vivemos acobertados por uma crise. Se chover, não saímos; se tem sol, nos protegemos em sombras e no final do mês, começamos a chorar, a lamentar e a reclamar: “eta crise que está derrubando o mundo”.

Vamos mudar o nosso pensamento que no andar da carroça, as melancias se ajeitam. Mas cuidado ao ter inveja do sucesso dos outros. Viver na inveja destrói mais rapidamente as pessoas do que uma crise. A inveja não dá oportunidades, enquanto a crise oferece grandes e inúmeras oportunidades. Basta ver ao nosso redor. Afinal, somos ou não somos Grandes Vendedores, Grandes Vencedores?

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.

www.grandesvendedores.com.br

Compartilhar

Quando menos é mais

Avançar »

São Paulo não é aqui!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*