A empresa cão e a empresa gato

Parodiando o palestrante Daniel Godri, que através da sua palestra Cliente Cão, Cliente Gato, você já percebeu que existem diferentes tipos de empresas/administradores? Algumas estão voltadas somente aos seus consumidores externos, esquecendo do staff que a ajuda a vender/fabricar, enquanto outras, minoria, usando técnicas de endomarketing, bom-senso, humildade, humanismo, equilíbrio, discernimento, valorização, inversão da pirâmide (os donos ficam na base e não no topo), investimentos maciços em treinamento e motivação, conseguem ter uma união impar, com fiéis (leia-se colaboradores cães) funcionários, detém um crescimento superior e com uma melhor margem?

Quando a empresa age como o cão (já explico), todos correm na mesma direção, procurando a satisfação de todos, encontrando soluções nos percalços e concretizando a missão empresarial.

Daniel Godri quer dizer com cliente cão, que devemos ser como eles, mesmo sendo chutados, humilhados, desprezados; os cães sempre estão contentes e esperam seus donos, mesmo na chuva. Dificilmente um cão deixa de gostar de seu dono; vê nele um amigo, um companheiro, ao passo que um gato jamais sairá na chuva para esperar o seu dono. Este fica sempre escondido ou em ambiente protegido. Tem todo o tipo de cliente: bom, ruim; rico, pobre; alegre, rancoroso e devemos tratá-los sempre como o cão trata o seu dono: disposto, alegre, presente.

Já as empresas gato (conheço várias), sempre procuram tirar do que dar; agem fortuitamente procurando levar vantagem até sobre sua galinha de ovos de ouro (clientes internos e externos). Se puderem, sonegam, não repassam descontos e jamais dividem os lucros. Quando der prejuízo os primeiros que sofrem são os colaboradores ao passo que continuam na mesma vida (os administradores), mantendo o mesmo padrão.

Muitos colaboradores passam uma vida inteira servindo os donos das empresas gato e quando recebem uma proposta de uma empresa cão, são humilhados, enxotados, sem contar que durante todos os anos de bons serviços que nunca foram reconhecidos. Na saída, os donos querem dar um pouco, tentando reverter a situação para não perder um grande colaborador (também cão).

Anos atrás achava que com a comissão que meus subordinados recebiam, eles deveriam fazer o melhor; o fazer o melhor continua valendo, mas penso que somente com a comissão, a qual nem sempre dá as condições necessárias para o desenvolvimento da profissão, hoje não é suficiente. Precisa haver um plano de carreira, campanhas motivacionais, valorização do elemento, satisfação das demais necessidades (Pirâmide de Maslow), treinamento constante, entre outros.

Você sabe se sua empresa é do tipo cão ou gato? É fácil medir isto e por dois caminhos. Veja se têm muitos candidatos querem trabalhar para você. Basta sair um vendedor, que nem a cadeira esfriou, já tem outro querendo ocupar o lugar e em muitas vezes, com melhor capacidade e qualidade. De outro lado, meça a satisfação de seus colaboradores; converse com suas famílias e sintam o que eles sentem. Os resultados serão incríveis e temo que possa sentir-se mal, desde que tenha a sensibilidade – também – no coração e não somente na carteira.

O capital precisa do trabalho; sempre haverão aqueles que investirão muito para muito receber, mas será que precisam ganhar tudo sozinho? Uma equipe motivada move montanhas, ultrapassa mares, descobre planetas. O contrário fica nas entrelinhas.

Ás vezes um simples abraço, um pequeno cartão ou uma frase direcionada, na forma de elogio ou agradecimento supera as adversidades.

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.

www.grandesvendedores.com.br

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