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Por Gabriela Schuch
Desde muito cedo, começamos a assimilar o mês de julho como o “mês das férias”. Na TV, programações infantis especiais e, talvez, quem sabe, um dos seus primos ou alguém querido e mais velho enfim pode te ensinar como virar aquela fase do videogame.
O tempo passa e nós começamos a participar dessa frente de contagem ao dia das férias. Julho é a nossa pausa. Um momento para relaxar, descansar um pouco a cabeça dos estudos, ou até colocar tarefas em dia.
A duração desse período varia. Alguns lugares seguem a risca o dizer citado à cima e disponibilizam o mês todo de descanso. Aqui no Rio Grande do Sul, esse é um privilégio das universidades, uma vez que os colégios dão no máximo 15 dias.
O fato é que mesmo antes da chegada das férias, já estamos contando com ela, e mais: planejando o que será feito nesse período.
Ficar em casa, descansar. Se o tempo ou a grana disponível é curto, ficar em casa se torna uma boa opção. Ficar em casa não significa de forma alguma clausura. Pode-se aproveitar a cidade, resolver algum assunto que eventualmente está pendente. Eu, por exemplo, preciso renovar minha carteira de identidade.

Fazer uma lista dos filmes que se quer ver, mas não somente os lançamentos e sim aqueles que por algum motivo você deixou passar. Ir ao cinema, ver vitrines, comer porcaria, essas coisas são coisas das férias. Simples e prazerosas.
Os universitários em geral acabam por ter um privilégio na hora das férias. Um mês inteirinho. Muitos nessa fase da vida já estão trabalhando e isso dificulta o planejamento de grandes férias. Agora, inegavelmente, dispor do tempo que sobra para marcar e rever os amigos da época de colégio. Matar a saudade não tem preço.
Para aqueles que procuram, além de um descanso, um motivo de tirar muitas fotos e guardar ainda mais histórias interessantes, o Ferro Velho dessa semana decidiu explorar roteiros procurados entre o público jovem e falou com pessoas que vão viajar nessas férias.
Porto Seguro – Bahia
A cidade baiana que vêm a ser o berço da colonização brasileira, hoje em dia é um roteiro muito procurado, principalmente pelos jovens que estão para concluir o Ensino Médio. É consagrada pelas baladas que acontecem durante os 7 dias da semana e mais a beleza das praias baianas. Porto Seguro, com parada em Búzios, vem sendo a preferência jovem para fugir do frio e fazer muita festa.

Neste ano, esta foi a escolha de Bettina, 18 anos, estudante do 2° semestres da nova graduação de Gestão para Inovação e Liderança. Ela nos conta um pouco mais sobre esse roteiro, que começa em João Pessoa e promete um lindo tour pelo nordeste brasileiro:
“Na terceira semana de julho, vou com meu pai e com minha irmã para João Pessoa. Lá, alugaremos um carro e iremos conhecendo as praias do nordeste até Porto Seguro. Serão 14 dias fazendo um trajeto de aproximadamente 2.000 quilômetros, conhecendo as principais praias da região. Acredito que será uma vigem muito legal, pois as praias nordestinas são muito bonitas, e porque não se trata de uma viagem convencional.
Quando estava no terceiro ano, não fui com meus colegas para Porto Seguro, vou agora com meu pai e minha irmã. Terei a oportunidade de conhecer não só a cidade como outros lugares. Algumas pessoas não gostam de fazer viagens com os pais, apenas com amigos. Os objetivos de ambas são diferentes, mas devemos saber aproveitar as duas, para desta forma conhecermos culturas de lugares diferentes.”

Disney – Orlando (EUA)
Com certeza, um roteiro que passou pela cabeça de muitas crianças. Para alguns, o sonho não passa. Algumas gurias nos dias de hoje fazem a troca entre sua festa de 15 anos por uma viagem de 14 dias conhecendo a terra do Mickey Mouse. Para os guris, não existe idade certa. Geralmente a faixa etária costuma ser a mesma.
Viajar até o mundo mágico da Disney World foi a escolha de Larissa, 15 anos, estudante do 2° ano do Ensino Médio. Larissa viajará com as amigas e fala sobre as expectativas para essas férias:
“A idéia de ir viajar para a Disney surgiu do nada e acabou dando certo. Eu ia fazer a festa de 15 anos, mas meus pais deram a idéia de viajar e eu gostei dela. Daí comecei a pensar: ‘Bah, são 16 dias e ainda vai um monte de amigas. É uma oportunidade única!’
Fui na agência e os preços estavam dentro dos nossos padrões. A minha perspectiva é de que seja a melhor viagem da minha vida, e de aproveitar o máximo que eu posso. Porque não é em qualquer momento que se reúne 20 gurias conhecidas e vão viajar para fora do país e sem os pais. E isso já foi um sonho meu de criança, e agora está se tornando realidade!”

De volta pra casa
Além das viagens extremamente turísticas, existem aquelas pessoas que aproveitam esse período para voltar para a cidade dos pais e matar a saudade. Esse é o caso de Kedma, 18 anos, estudante do 2° semestre de Arquitetura. Ela saiu da casa dos pais rumo à capital do estado e aproveita a folga para curtir sua família:
“Já estou a um ano e meio longe de casa. Meu motivo: estudos. A cada mês que passa se aproximando das férias, eu fico mais ansiosa. Não porque vou viajar e sim porque estou indo para casa. Tudo que quero é chegar bem rápido, ver a família, os amigos, a casa, o quarto. É como se o tempo longe de tudo isso fosse as férias e, quando ela acaba, normalmente a primeira coisa que pensamos é ‘Tô louca pra chegar em casa!’. E é exatamente assim.
Vou aproveitando cada abraço dos pais, cada briga de irmãs (é engraçado como isso faz falta quando se está longe) e também, é claro, cada brincadeira juntas, cada alegria, cada encontro com os amigos, todos os momentos naquele lugar que por tanto tempo eu vivi e vivo em todas as férias. As férias são um meio para acabar com toda a saudade acumulada, então não existem mais férias ruins afinal o que eu procuro nela é muito simples tudo que não foi comigo quando fui estudar fora.”

Férias, o que é isso?
Aproveitando o gancho sobre a alegria de ver a família quando se está longe, vale lembrar a existência do papel inverso. Muitas pessoas depois de um tempo acabam encontrando um emprego. Algo que acaba por privá-los desse momento tão esperado.
Esse ano, essa peça foi pregada na estudante do 6° semestre de Jornalismo, Carolina, de 20 anos. Ela é natural do estado de São Paulo e, desde que se mudou para São Leopoldo, vem aproveitando seu tempo livre para matar as saudades. Saudades que esse ano não poderão ser mortas em julho. E ela nos conta um pouco mais do porquê:
“Sempre que posso viajo para Americana e São Paulo, cidades que morei a maior parte da minha vida e que guarda meus melhores amigos e todos os familiares. Como comecei a trabalhar esse ano, e estagiários não têm férias, minha viagem terá de ser adiada.
E pior: esse adiamento é indefinido, não sei quando vou ter a oportunidade de viajar novamente. E isso me deixa bastante chateada, por mais que eu esteja trabalhando na minha área e muito feliz com isso, eu preso muito as minhas amizades e morro de saudades dos meus amigos e da minha família, de ver os sorrisos e escutar as vozes bem de perto.

Realmente, é difícil não ter férias, mas sei que um dia esse esforço será muito bem recompensado. E enquanto isso a gente vai dando um jeitinho de se falar pelas correspondências, meios virtuais, telefônicos, telepáticos… seja como for, não deixo nunca de estar com quem eu amo”.
Pra pensar
O barato das férias é justamente o de saber aproveitar qualquer fugida da rotina. Viajar é muito bom, aprender culturas diferentes, rir, se divertir pra valer. Agora, para aqueles que não poderão fazê-lo, existe a luz no fim do túnel. Afinal, muita alegria pode ser encontrada nas coisas simples, e essa pode ser encontrada até no luxo de ficar até mais tarde debaixo dos edredons em um dia frio.
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