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Amputados e lesados medulares são focos de trabalhos. Uso do Nintendo Wii melhorou postura de integrantes dos dois grupos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Dois trabalhos de conclusão de curso (TCCs) de acadêmicas de Fisioterapia da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, utilizam o videogame Nintendo Wii como ferramenta de reabilitação.
As pesquisas, orientadas pela professora Alessandra Couto Cardoso Reis, abordam situações diferentes. Uma, de Jéssica Rodrigues de Almeida, trata de controle postural de pacientes amputados unilaterais de membro inferior após a Wii Reabilitação, com amputados atendidos pela Clínica-escola de Fisioterapia. Luiza Lopes Ritter realiza o trabalho Equilíbrio em sedestação: Wii Terapia em lesados medulares, com pacientes vinculados à Associação dos Lesados Medulares do Rio Grande do Sul – Leme, localizada em Novo Hamburgo. O trabalho acontece dentro do projeto de extensão Reabilitação Funcional de Adultos Deficientes Medulares.
Os jogos englobados sob a denominação Wii Fit – como Deep Breathing (yoga), Soccer Heading (treino de cabeceio), Penguin Slide, Hula Hoop (bambolê) – são utilizados para simular os movimentos que podem ser utilizados em uma sessão de Fisioterapia. Durante os dois estudos, os pacientes posicionam-se na plataforma Wii balance board. Enquanto o paciente pratica o exercício, em um dos jogos, por exemplo, um círculo amarelo indica onde deve estar o centro de gravidade do corpo, enquanto um ponto vermelho mostra onde o centro de gravidade está no momento.
Depois, um software realiza um cálculo que gera uma pontuação. Quanto mais correta estiver a postura (avaliada pela posição do centro de gravidade), mais alta a pontuação. Em outros exercícios, como os de girar a cintura com um bambolê e o de deslizar com um avatar de pinguim para pescar peixes, a precisão dos movimentos é dada pela pontuação.
Para as acadêmicas, a experiência em seus TCCs está se tornando um objetivo nas futuras carreiras de fisioterapeutas. Ambas pretendem implantar a Wii Reabilitação em seus consultórios ou nas instituições em que vierem a trabalhar.
Com resultados preliminares dos estudos, já se pode constatar a melhora na postura dos pacientes dos dois grupos. Um deles é Hermes José Dutra (foto ao lado), 42 anos. Há um ano e três meses, Dutra teve que amputar a perna direita, na altura da coxa, em consequência de um choque elétrico. Ele está na clínica-escola há um ano.
“No final do ano passado, tive um esgotamento na perna esquerda, mas a Wii Reabilitação está me ajudando a distribuir melhor o meu peso”, afirma. “No dia a dia, já consigo ver a diferença, pois está mais natural me equilibrar. Vou comprar um [Wii] pra mim quando a pesquisa terminar, é muito divertido.”
Já Maico Joel Boll, 26 anos, acidentou-se de motocicleta, aos 21 anos, lesionando as vértebras T-5 e T-6. Ele ficou paraplégico. “A terapia está me ajudando a ter mais equilíbrio, o que no dia a dia é importante, como quando se faz a passagem da cadeira para a cama”, conta. “Nunca tinha jogado o Wii, estou gostando muito.”
Informações de Imprensa Feevale
FOTO: Leonardo Rosa / Feevale
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