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Em encontro com a imprensa, médica explicou como é feita a coleta, quais as doenças que podem ser tratadas com a técnica e destacou a importância deste procedimento. .
Mônica Neis Fetzner monica@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Instalado em Novo Hamburgo desde maio deste ano, o escritório hamburguense do BCU Brasil, franquia do maior banco de células-tronco de cordão umbilical da América Latina, reuniu a imprensa para um bate-papo nesta quinta-feira, dia 17, no hotel Union.
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O Portal novohamburgo.org esteve lá para conferir as explicações da médica Adriana Ribeiro Homem, responsável técnica do BCU. Ela esclareceu dúvidas e enfatizou a necessidade de maior divulgação de informações sobre a técnica e as vantagens por ela proporcionadas.
“Falta conhecimento para médicos e mamães entenderem o quanto é importante”, salientou Adriana. “É preciso educar os médicos novamente. Eles não podem falar sobre o que não sabem, porque podem provocar a perda da única chance de cura de uma certa doença ao não indicar a coleta das células-tronco.”
As células-tronco retiradas do cordão umbilical e posteriormente congeladas por tempo indeterminado são adultas. Diferentemente das embrionárias, explicou Adriana, “se não fizerem bem, não causarão nenhum dano”. A médica também destacou que os brasileiros são pioneiros em pesquisas com estas células e demonstrou, com uma boneca, como é feita a coleta (foto) – um procedimento indolor feito, em Novo Hamburgo, por uma equipe de enfermeiros do BCU.
TRATAMENTOS – A terapia com este tipo de célula pode tratar mais de 80 doenças do sangue (como linfoma, que acomete o ator Reynaldo Gianecchini), paralisia cerebral e autoimunes (aquelas em que o organismo ataca a ele próprio, como diabetes tipo 1 e lupus). Também possibilita a reconstrução de quaisquer tecidos danificados, e em um curto período de recuperação. Um paciente com insuficiência cardíaca foi citado como exemplo por Adriana: seu tratamento com células-tronco custou R$ 20 mil e a recuperação levou três semanas.
Isso é possível porque existem produtos que estimulam as células-tronco a se tornarem o que for necessário – como pele, sangue e ossos. “Elas são células inteligentes. É como se tivessem um radar, que encontra o local que precisa de reparação”, compara a médica. No caso da diabetes tipo 1, o tratamento deve ser feito em até duas semanas após o diagnóstico, porque neste período ainda existem células vivas para que as células-tronco as “copiem”, e o corpo volte a produzir insulina.
O uso das células coletadas em um banco privado, como é o caso do BCU Brasil, é diferente daquele realizado em bancos públicos. Na primeira situação, o armazenamento é feito para que a própria pessoa que teve as células coletadas (ou seus familiares) as utilize. Já a pessoa que necessitar das células-tronco de banco público dependerá de uma compatibilidade para seu uso, ou seja, terá que enfrentar uma fila de espera, porque o material, quando coletado, é doado.
Durante o encontro, Adriana mencionou a necessidade de mudança na lei que trata das células-tronco, (RDC 153, publicada pela Agência de Vigilância Sanitária – Anvisa). Uma das regras impostas pela legislação é a obrigatoriedade de armazená-las em quantidade não inferior a 500 milhões de células-tronco.
“Eu, particularmente, discordo”, opinou a médica. “Para o tratamento da insuficiência cardíaca [citado anteriormente], por exemplo, não foram usadas mais do que 100 milhões de células. Se eu tivesse só 200 milhões, eu não jogaria fora.”
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail rs.novohamburgo@bcubrasil.com.br ou pelos telefones (51)3035-2800 e (51)9875-2150.
FOTOS:
Mônica Neis Fetzner / novohamburgo.org
ilustrativa / megauberlandia
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comentário "Novo Hamburgo: BCU Brasil promove bate-papo sobre coleta de células-tronco de cordão umbilical"
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gustavo @ 20/05/2013 00:37
Ola, boa noite.
Minha filha nasceu na ultima segunda dia 13 de maio de 2013 e contratei um laboratorio para fazer a coleta das celulas tronco umbilical, porem o laboratorio me ligou dizendo que so foi possivel coletar 255 milhoes de celulas e como a anvisa so permite 500milhoes ou mais, gostaria de saber se mesmo assim devo armazenar tais celulas, uma vez que como sao poucas pode ser que nao seja suficiente no caso de uma grava doenca (por ex uma transf. de medula),
grato de antemao,
Atenciosamente
Gustavo Fleury