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Especial – Pense bem. O que você fazia e onde estava em 1994? O ano de 1994 não se apresentava como um dos mais felizes para o país. Os brasileiros ainda sofriam a morte trágica do principal ídolo esportivo: o piloto Ayrton Senna, vítima de acidente fatal no GP de San Marino em 1º de maio. Mas a panorama mudou em julho. Em 17 de julho de 1994, 24 anos depois da festa pelo título de 70, o Brasil passou a ser, de fato e de direito, o país do futebol com a vitória sobre a Itália na final da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos.
No Mundial de 94, o talento do atacante Romário foi fundamental para o time ultrapassar os obstáculos. Após vencer Rússia (2 a 0) e Camarões (3 a 0), o Brasil garantiu o primeiro lugar no Grupo B ao empatar com a Suécia por 1 a 1. Em um jogo em que esteve em desvantagem e contou com uma jogada individual de Romário para não ser derrotado.
Os Estados Unidos foram o primeiro adversário da fase eliminatória, no dia da Independência americana. Com um homem a menos desde os 43 minutos do primeiro tempo, já que Leonardo foi expulso após dar uma violenta cotovelada em Tab Ramos, o Brasil venceu a retranca norte-ameicana com uma arrancada de Romário e um passe na medida para Bebeto completar e dizer aquela frase que também marcaria esta Copa: “Romário, eu te amo”, declarou o camisa 7 na comemoração do gol marcado aos 27 da etapa final.
O rival nas quartas-de-final foi a Holanda. Após um primeiro tempo sem gols, Romário e Bebeto colocaram o Brasil com dois gols de vantagem com 18 minutos do segundo período. Mas os holandeses chegaram ao empate aos 31. Coube ao lateral Branco, que esteve seriamente ameaçado de não disputar o Mundial por lesão, garantir a classificação com uma bomba em cobrança de falta.
Na semifinal, a Suécia voltou a ficar no caminho do Brasil. E Romário, do alto de seus 1,68m, subiu no meio dos zagueiros suecos e acertou uma bela cabeçada para baixo aos 35 minutos do segundo tempo, levando o Brasil para a final depois de 24 anos.
Como em 70, no México, a taça seria disputada contra a Itália. Esta seleção estava atravessada em muitas gargantas desde a nossa eliminação precoce om aquele timaço de 1982, na Espanha. Com a camisa amarela, não estavam Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson e cia. Mas a equipe, considerada por grande parte dos analistas como a menos brilhante das cinco brasileiras que conquistaram o título mundial, conseguiu realizar o objetivo de recolocar o país no topo do futebol internacional. Com muito sofrimento. Após 180 minutos de decisão, a bola não entrou. Algo único na história das Copas. A definição do primeiro tetracampeão ficou para os pênaltis – até então inédita em Mundiais.
Baresi e Márcio Santos erraram as duas primeiras cobranças. A Itália chegou a estar em vantagem de 2 a 1, mas o Brasil virou para 3 a 2 com os acertos de Branco e Dunga e defesa de Taffarel na cobrança de Massaro. O último cobrador italiano na primeira série era Roberto Baggio, o principal responsável pela Azzurra ter chegado à final – fez cinco dos últimos seis gols do time até a final.
Mas diante da pressão de não poder falhar, do cansaço acumulado com o jogo disputado sob o forte sol do início de uma tarde de verão na Califórnia e os efeitos de uma lesão muscular mal curada na coxa, o camisa 10 italiano sucumbiu. A bola por cima do travessão foi a senha para o Brasil explodir em festa, soltando o grito de campeão. Se não tinha o brilho da seleção de 82, a equipe de 94 entrou para a história ao realizar o sonho do brasileiro de poder voltar a ser “campeão mundial de futebol”.
Assuntos: Brasil, Dunga, Romário, Taffarel, Tetra
ainda não comentado "O que você fazia há 15 anos quando o Brasil conquistava o tetra?"
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Gigi @ 18/07/2009 15:36
Estava com meus filhos em Pernambuco torcendo pelo Dunga