Padre Quevedo

1906-quevedoUma vida dedicada ao sobrenatural

Padre Quevedo em sua vinda à Novo Hamburgo fala sobre sua religiosidade, convicções e sua incessante busca por milagres

Em passagem por Novo Hamburgo para ministrar um Curso de Parapsicologia na Escola de Dimensões Tecnológicas Conquistadora de Novo Hamburgo – EDITEC NH/RS, o padre jesuíta Oscar González Quevedo, de 76 anos conversou com a redação do novohamburgo.org.

Com uma trajetória polêmica e que divide opinões, ele continua trabalhando para desmistificar falsas crenças e superstições para encontrar os verdadeiros milagres. O espanhol naturalizado brasileiro, que já residiu e se ordenou padre no Vale do Sinos, revela-nos um pouco de sua vida e de suas convicções.

novohamburgo.org – Esse é o primeiro curso aqui em Novo Hamburgo? Que assuntos aborda?

Padre Quevedo - Não tenho muita certeza, mas me parece que já é a segunda. Morei por três anos em São Leopoldo e talvez já tenha dado outros cursos aqui e não lembro, já faz muito tempo. Em São Leopoldo morava no Colégio Cristo Rei, eu era teólogo, estava estudando teologia e me formei sacerdote lá.

Nesses cursos que ministro por todo o Brasil, como este de Novo Hamburgo, abordo diversos assuntos como: vidas passadas, sugestão telepática: influência à distância, reencarnação, feitiços, entre muitos outros.

A intenção é desmistificar essas coisas consideradas misteriosas, fantásticas ou supersticiosas e mostrar às pessoas o verdadeiro, o concreto que é comprovado pela ciência. Além de possibilitar uma visão geral de toda a Parapsicologia, com interpretações diversas da mente e do inconsciente.

novohamburgo.org – Desde que estava no seminário já se dedicava a desvendar esses mistérios fantásticos, certo?

Padre Quevedo – Bem, cada louco com a sua mania. A minha está claríssima, porque toda a vida estive voltado para a parapsicologia, desde criança. Minha mãe é inglesa, muito católica, mas eu tenho um tio que era chefe do espiritismo em uma cidade inglesa, e outro tio, chefe de teosofismo também em uma colônia inglesa.

Cada louco com a sua mania. A minha é claríssima, porque toda a vida estive voltado para a parapsicologia, desde criança.

Meu pai foi morto pelos comunistas, era deputado e defendia o catolicismo. Nós tivemos que sair de Madri e fomos para uma colônia inglesa. Por influência desses tios, acabei tendo muito contato com coisas místicas. Lia muitos livros de espiritismo, ocultismo, teosofismo, bruxaria…

Enchi a cabeça de minhocas. Depois eu fiz cinco carreiras universitárias. Todos os trabalhos de semestre, de mestrados, doutorados e licenciaturas, sempre trabalhei a parapsicologia. E, depois, sempre atuando como professor de parapsicologia em várias universidades.

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