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Maior depósito clandestino de armas é desativado em Alvorada

Operação Armeria em combate aos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo é finalizada pela Polícia Civil na madrugada de terça-feira (20), após um ano e dois meses de investigações. Foram apreendidas 103 armas de fogo, dos mais diversos calibres, em uma fábrica clandestina na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação da 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), também resultou na prisão em flagrante de um homem.

De acordo com o delegado Maurício Barison, durante as investigações surgiu a suspeita da existência de um local, no município de Alvorada, onde seriam produzidas, em grande escala, armas artesanais. “Elas seriam utilizadas por suspeitos investigados pela Polícia Civil. Percebe-se uma nítida conexão entre os crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo”, disse o delegado.

Nesta madrugada, as suspeitas foram comprovadas quando os policiais civis localizaram uma residência que servia como uma espécie de fábrica de armamento. O Diretor de Investigações do Denarc, delegado Mário Souza, afirma que o local funcionava de forma camuflada. “O ambiente estava repleto de armas e partes de armas por todos os lados, armas sem documentação e inclusive, algumas em situação de furto”, relatou o diretor.

Foram apreendidas 25 armas com numeração, sendo sete pistolas, duas espingardas, sete garruchas e nove revólveres, 43 revólveres e 22 espingardas de marcas e calibres diversos, uma submetralhadora de fabricação artesanal, 23 canos de espingardas, nove coronhas, um silenciador, lunetas para arma de fogo, pólvora, 289 cartuchoes de munições de diversos calibres, além de dezenas de armas em processo de montagem. O delegado Souza acredita que as armas eram vendidas por até dez mil reais, em média. “Foi uma ação fundamental contra a produção ilegal de armas que poderiam estar abastecendo organizações criminosas”, completou o delegado.

Além das armas, no local foram encontrados mais de 300 mil reias, em cédulas de 100 e 50 reais, sem comprovação de origem. “Diante deste fato, o valor foi apreendido e poderá ser aberta uma investigação quanto ao crime de lavagem de dinheiro”, disse Barison. O indivíduo, de 57 anos, que era responsável pela fábrica clandestina foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação.

As investigações seguirão para averiguar a quantidade de armas que eram produzidas mensalmente na fábrica e a identidade dos compradores.

Foto: Polícia Civil

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