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› Igreja da Ascensão pode virar Patrimônio Histórico da cidade
21/04/2008 às 16:14

Igreja da Ascensão pode virar Patrimônio Histórico da cidade

Textos de Daniela Cristina Machado, estudante de jornalismo


Para muitos ela pode ser apenas mais uma igreja no centro da cidade de Novo Hamburgo, para outros é um belo ponto turístico. Contudo, a Igreja da Ascensão de Nosso Senhor, da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Novo Hamburgo, é uma igreja diferente das demais devido a um grande detalhe: o seu estilo neogótico.


A maioria dos moradores da cidade até sabe que esta igreja possui um esse estilo incomum, porém são poucos aqueles que apontam as características que a leva a se encaixar na arte Neogótica, que recupera as características da Arte Gótica da Idade Média.


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Sites da cidade definem a Igreja da Ascensão como um ponto turístico religioso do município. A própria igreja tem um site, onde conta a história de sua construção, trazendo fotos e depoimentos daqueles que estiveram presentes em sua inauguração, além de atas e documentos.


No último dia 11, o Pastor Hardi Brandenburg entrou com uma solicitação, junto a Secretaria da Cultura de Novo Hamburgo, para pedir o tombamento da igreja e do órgão como Patrimônios Históricos da cidade. Segundo Brandenburg, que está há seis anos na Igreja da Ascensão, a comunidade hamburguense tem um grande apreço pelas características arquitetônicas externas e internas do templo.


Anualmente, a igreja recebe 10 mil visitas tanto de pessoas que fazem suas orações, como daquelas que a procuram para admirar a sua beleza. Em abril do ano passado, iniciou-se a primeira fase da reforma, feita por uma empresa de Santa Cruz do Sul. “Nessa primeira parte, restauramos o órgão e o mezanino. Em outubro deste ano pretendemos dar início a segunda parte, que é a restauração do estuque de madeira que sustenta as abóbadas, comprometido pelo cupim”, explica o Pastor.


A reforma depende da colaboração da comunidade. Através de carnês mensais ou de ofertas espontâneas, qualquer um pode ajudar “Temos urgência na restauração, pois a estrutura do teto está comprometida. Não vamos mexer na cobertura, apenas controlar possíveis vazamentos de água e acabar com os cupins”, diz Brandenburg. O teto da igreja é dividido em seis passarelas e uma das idéias da restauração é facilitar o acesso das pessoas ao interior do telhado, para que possam conhecer também esta parte da igreja.


Caso o projeto de Tombamento Histórico seja aprovado, recursos públicos vão viabilizar as reformas, que podem chegar a um milhão de reais. O Presbitério (Diretoria) é o responsável pelo gerenciamento da conservação do patrimônio da igreja. Colaboradores com vínculos empregatícios e voluntários trabalham na conservação do templo, que em outubro deste ano completa 57 anos.

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