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01/08/2007 às 16:08

Para quem o Pan fez bem

Brasil aproveitou bem o fato de sediar os jogos, mas teve mais gente fazendo história no Rio


Os brasileiros ainda comemoram as 54 medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos, a melhor participação do País na história da disputa. Até Guadalajara 2011, muito ainda serão exaltadas as conquistas de Thiago Pereira, Jadel Gregório, João Derly, Jade Barbosa, Fabiana Murer, esportes coletivas, entre muitos outros medalhistas.


Mas não é apenas em terras tupiniquins que o Pan provocou festa. Há outros países que festejam seus melhores desempenhos justamente obtidos no Rio de Janeiro. Antígua e Barbuda, El Salvador, Equador, Bahamas, Colômbia e Guatemala estão entre eles.


Confira quem sai de cena por cima, quem tem motivos para pensar e quem não saiu do chão nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007:


Quem sobe

Antilhas Holandesas: Faturou um ouro e uma prata no Rio 2007. O ouro não vinha desde os Jogos de Winnipeg (1999).


Antígua e Barbuda: Foi a melhor participação da história, com um ouro e dois bronzes conquistados. Até os jogos do Rio, a melhor campanha antiguana havia sido a conquista de um bronze em Mar del Plata (95). O principal responsável pelo feito foi Brendan Christian, que faturou a medalha de ouro na prova dos 200m rasos.


Bahamas: Chris Brown é o nome dourado de Bahamas. Ele conquistou as duas medalhas de ouro que deram ao país a sua melhor participação na história dos Jogos, também com duas pratas e dois bronzes. A equipe de Bahamas repetiu os dois ouros de Chicago (59) e Winnipeg (99). Em Santo Domingo, foram duas pratas. Brown venceu os 400m rasos e o revezamento 4x400m, esta prova ao lado de Andrae Williams, Avard Moncur e Michael Matheau.


Brasil: Chegou a sonhar com o vice-campeonato no quadro de medalhas, mas a terceira colocação está longe de ser uma decepção. O Brasil aproveitou o fato de ser a sede e alcançou sua melhor colocação em um Pan. Antes, o destaque eram os 29 ouros de Santo Domingo, com 123 medalhas no total. Agora, foram 54 ouros e 161 no total. Mostra a evolução do esporte no País, mas é ilusão esperar desempenho semelhante em uma Olimpíada. Ainda.

Veja todos nossos medalhistas


Canadá: Apesar de ter ficado atrás do Brasil, os canadenses melhoraram seu desempenho em relação a Santo Domingo. Foram 29 ouros na República Dominicana e 39 no Rio. Porém, nada perto das 64 medalhas douradas de Winnipeg (99).


Chile: Competir no Brasil fez bem ao Chile. Sua campanha no Rio só não foi melhor do que a de 1951, o primeiro Pan, quando teve 9 ouros e 41 no total. Agora, foram 6 ouros e 20 no total. Em Santo Domingo, conquistou apenas dois ouros.


Colômbia: Colombianos conquistaram a melhor participação na história dos Jogos, batendo inclusive a Argentina. Foram 14 medalhas ouros e 48 no total. Em 2003, a Colômbia havia conquistado 11 ouros e 43 medalhas no total.


Dominica: O país caribenho tem uma das melhores relações “atletas por medalhas” dos jogos. Sua delegação tinha apenas três competidores, mas Chris Lloyd garantiu o bronze na prova dos 400 metros masculino. Foi a segunda medalha de Dominica nos jogos. Antes, havia uma prata em 1995.


El Salvador: Os salvadorenhos têm muito o que comemorar. Eles chegaram ao Rio com duas pratas e dois bronzes de Santo Domingo. No Pan do Brasil, não só ganharam 6 bronzes e 3 pratas, como ainda levaram a primeira medalha de ouro na história dos Jogos. O feito ficou a cargo de Cristina Lopez, que venceu da marcha atlética de 20 km.


Equador: Quem também teve a sua melhor participação na história dos Jogos foi o Equador. Foram 5 ouros no Rio, com 19 medalhas no total. Há quatro anos, a equipe equatoriana havia ganho 3 ouros e 9 medalhas no total.


Guatemala: Os guatemaltecos não irão esquecer do Rio de Janeiro tão fácil. Os dois ouros conquistados, com Cheili Gonzalez, no karatê, e Juan Ignacio Maegli e Cristina Guirola, na vela, representam a melhor participação do país da América Central nos jogos. Foram ainda 3 pratas e 2 bronzes. Quatro anos antes, em Santo Domingo, foram 12 medalhas, mas nada de ouro.


Nicarágua: A Nicarágua não ganhava medalhas desde 95, quando ganhou duas pratas e dois bronzes. Agora, foram dois bronzes no Rio.


Panamá: Os panamenhos melhoraram sua participação no Pan, com ouro e uma prata no Brasil. O desempenho só não foi melhor do que Cáli (71), quando o país faturou 4 bronzes, além de uma dourada e outra prateada.. Há 36 anos, os panamenhos não ganhavam um ouro.


Paraguai: Quem vê o Paraguai no quadro de medalhas imagina que o país esteja com vergonha deste desempenho. Afinal, foi apenas um bronze no Rio, e ainda por cima no futsal, modalidade que estreou e encerrou sua participação nos Jogos. Entretanto, os paraguaios não ganhavam medalhas desde 95, quando levaram uma prata e um bronze. O país nunca ganhou um ouro.


Porto Rico Os porto-riquenhos tiveram uma leve melhora na sua participação. Foram 3 ouros, 5 pratas e 12 bronzes - uma prata a mais do que em Santo Domingo.


Quem desce

Argentina: Os “hermanos caíram feio no Pan do Rio. Os atletas argentinos não iam tão mal em um Pan desde Havana (1991). Foram 11 ouros conquistados, contra 16 há 4 anos atrás. Rendimento bem diferente das 40 medalhas douradas de 1995, quando sediaram a competição.


Bermuda: Piorou seu desempenho nos Jogos. Veio para o Rio credenciada por uma medalha de prata em Santo Domingo, mas não levou nada desta vez. Desde 1991, a equipe de Bermuda não ficava sem medalhas.


Bolívia: Os ares do Rio de Janeiro não fizeram bem aos bolivianos, que nada conquistaram no Pan. Em 2003, trouxe dois bronzes de Santo Domingo. Repetiu o fiasco de Winnipeg (99).


Costa Rica: Foi muito ruim a participação costa-riquenha no Pan do Brasil. O país da América Central não ficava sem medalhas desde Caracas, há 24 anos. Em Santo Domingo, conquistou uma de bronze.


Cuba: Mesmo com tantos fatores contrários (entre eles, os desertores e o grande desempenho brasileiro), Cuba conquistou 59 medalhas de ouro. Entretanto, a participação cubana foi muito inferior à sua média. Em 2003, por exemplo, faturou 72 ouros. Em 1991, quando sediou a competição, conquistou 140 medalhas douradas. A participação de Cuba em um Pan não era tão fraca desde a Cidade do México (1975), quando ganhou 56 ouros.


Estados Unidos: Parece inacreditável, mas um dos piores desempenhos do Pan do Rio foi o dos campeões. Apesar de levar para casa 97 medalhas de ouro (237 no total), os norte-americanos não faturavam menos de 100 ouros há 52 anos, desde o Pan da Cidade do México (55). Em Santo Domingo, os EUA tinham conquistado 117 ouros (270 no total). O recorde é de Mar del Plata (95), com 170 ouros e 425 medalhas no total.


Granada: O bronze conquistado no Rio foi inferior ao desempenho de Santo Domingo, quando a equipe de Granada conquistou uma prata e um bronze. Estas três medalhas são as únicas do país na história dos Jogos.


Guiana: Depois de conquistar uma prata e um bronze em Santo Domingo, o bronze do Rio de Janeiro foi pouco para a Guiana. O ouro não vem há 32 anos.


Haiti: O desempenho do Haiti foi exatamente igual ao da Guaiana: um bronze no Rio, contra uma prata e um bronze na República Dominicana.


Ilhas Caimã: Quem se impressionou com a prata conquistada pelas Ilhas Caimã, o paraíso fiscal, não imagina que o desempenho do país caribenho no Rio foi inferior ao de Santo Domingo, quando garantiu duas pratas.


Jamaica: Sempre com bom desempenho nos jogos, a Jamaica, entretanto, não foi bem no Rio. Havia ganho 5 ouros em Santo Domingo e agora ficou com 3.


México: Foram 18 ouros para os mexicanos no Rio, uma pequena queda na comparação com o Pan de 2003, quando eles faturaram 20 medalhas douradas. Mas o crescimento vem desde Winnipeg, Pan em que o México ganhou 11 ouros.


Peru: Os peruanos apareceram bem na tabela, mas faltou o ouro. O desempenho seria melhor em relação aos Jogos de 2003, não fosse a falta da medalha dourada. O número de conquistas, porém, aumento: 12 medalhas contra 10.


República Dominicana: Descontando o Pan de 2003, quando foi sede, o Rio marcou o melhor desempenho da história dominicana nos Jogos. Antes de Santo Domingo, só havia ganho três ouros, em três jogos diferentes. No Rio, foram 6 medalhas douradas. Em Santo Domingo, foram 10.


Suriname: Desempenho abaixo do Pan passado, o Suriname passou zerado pelo Rio, o que não ocorria desde Caracas (83). Levou um ouro em 2003.


Trinidad e Tobago: Desempenho inferior em relação a 2003, quando ganhou 2 ouros, 4 pratas e 1 bronze. No Rio, foram uma prata e 3 bronzes apenas.


Uruguai: A crise técnica uruguaia não é apenas no futebol. No Pan do Rio ganhou, apenas uma prata e dois bronzes. Em Santo Domingo, foram 2 ouros, uma prata e 5 bronzes.


Venezuela: Os venezuelanos vem evoluindo em matéria de Jogos Pan-Americanos. O desempenho no Rio, com 10 ouros, foi o terceiro melhor da história do país, perdendo para os 12 ouros de Caracas (83) e os 16 de Santo Domingo (2003).


Quem fica na mesma

Aruba: Veio zerada e voltou zerada. Não foi desta vez que o país caribenho conquistou sua primeira medalha.


Barbados: Repetiu o bronze que havia ganho em Santo Domingo.


Belize: Ficou fora do pódio no Rio. Não conquista medalha há 24 anos, desde Caracas (83).


Honduras: Nada de novo no bronze conquistado pelos hondurenhos. Campanha igual a Santo Domingo. A melhor participação foi a prata de Winnipeg (99).


Ilhas Virgens: Virgem no nome e no quadro de medalhas. A campanha é igual a de Santo Domingo, ou seja, nada. O país não ganha medalhas desde as 3 pratas de Mar del Plata, em 1995.


Ilhas Virgens Britânicas: A exemplo da co-irmã, nada de medalhas no Pan do Rio. O país ainda busca sua primeira conquista em um Pan.


Santa Lúcia: Repetiu o bronze de Santo Domingo. A conquista foi no Salto em Altura Feminino, com Leverne Spencer.


São Cristovão e Névis: Nada em Santo Domingo, nada no Rio.


São Vicente e Granadinas: Nada em Santo Domingo, nada no Rio de Janeiro. O país só teve uma medalha na história: um bronze em 95.


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