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› Cultura inútil

A turba pulsante e pululante (leia-se comunidade cultural) que recorre à mídia com o intuito de pressionar o poder público a fazer os repasses de verbas destinadas à “cultura”, contemplando assim algumas instituições, associações, fundações e outras deformações, valem-se do pressuposto que a prefeitura de Novo Hamburgo tem a obrigação de realizar uma farta distribuição de recursos à revelia de resultados significativos e de projetos que “pesam mais do que valem”.


Que a cultura merece receber recursos? Isso é incondicional. O por quê? Ficaria dias esborrifando justificativas filosóficas, intelectualizadas, e até mesmo b...

ler mais 11/09/2008 às 20:45





› Mão errada

Mão errada

Quando Deus estava se ocupando da criação do mundo, chegou um determinado momento, mesmo para ele, na imensidão do universo, em que a dúvida se abateu:

“Quem fazer primeiro?”

Quase que se atrapalha. Parou, pensou e decidiu.

- Melhor fazer o homem!

Imaginem se alguém seria capaz de qualquer ato criativo com alguém dando palpite na tua orelha.

- Podia enfiar isto daí num outro lugar prá que ficasse mais escondido?

Ou ainda:

- Prá que serve isto daí?

- Onde aperta o “play”?


Cometera aí o todo poderoso seu primeiro equivoco. Elas se tornaram vingativas. Como n...

ler mais Comentários (0) 31/07/2008 às 19:41





› A gorda é minha

A gorda é minha

É difícil nos dias atuais podermos nomear amigos com os quais se pode contar incondicionalmente. Pois Dadinho era o cara. Diziam até que: “O Dadinho é parceiro de cagar no mato de mão dada”.


E era. Jamais deixaria alguém em maus lençóis. Á menor possibilidade de alguém das suas relações se deparar com alguma dificuldade, lá estava Dadinho tomando a frente.“Companheiro meu não passa constrangimento”. E não passava.


No tratante de relacionamento com garotas era onde Dadinho fazia valer sua reputação. Sempre que precisassem de alguma abordagem mais complicada, era só chamar o “Dadinho”.


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ler mais 10/07/2008 às 20:19





› Tá, e daí tio?

Tá, e daí tio?

Já virou instituição nacional. Os filhos da vizinhança, os coleguinhas de aula dos seus filhos, o malabarista pedinte do semáforo, o flanelinha limpador de pára-brisa, o cidadão guardador de carro que parece ser mais velho que você, a vizinha do prédio no elevador, e por fim, seus sobrinhos de verdade. Para todos esses e muitos outros você passou a ser “o tio”. Não adianta contestar. É “tio” e pronto.


E “tio” com toda a cumplicidade que requer o parentesco, com direito a intimidades e tudo mais. Embora a contrariedade seja o sentimento que mais resiste a consangüinidade involuntária, você acaba cedendo e passa a ouvir ...

ler mais 03/07/2008 às 19:18





› Vero, o verossímil

Vero, o verossímil

A dissimulação, a futilidade, a hipocrisia e a cara de pau dos seres exercem o efeito arrasador da descarga de uma bomba de neutrons nas glândulas cerebrais, sensíveis e pouco pacientes do Vero.


Aconselhado a procurar ajuda profissional, tornou-se avesso a festas e reuniões sociais. “Não sou homem de falsidades ideológicas. Muito menos verbais. Não tenho paciência para mentiras e se não querem ouvir a resposta, não façam a pergunta.”


Contar com presença tão transparente nalgum evento é tarefa de gincana. Abandonara uma carreira promissora na medicina por causa da postura direta e objetiva.

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ler mais 17/06/2008 às 16:02





› Dirigindo o caminhão do leite

Dirigindo o caminhão do leite
Passei a chamá-lo de “caminhão do leite” por tratar-se da personificação daquele veículo que por inúmeras vezes descia a Joaquim Nabuco cheio de tambos de leite, desgovernado e sem freios, derrubando tudo que estivesse pela frente.
Apesar da sutileza cetácea, da sensibilidade mastodôntica, e a destreza de elefante frenético dentro de uma loja de cristais, tornou-se músico. Sim músico. E dos bons.

E então, o músico fez-se maestro.

Portanto, há mais entre o céu e a terra do que deveria ser permitido.

Dizia o próprio, com certa ponta de orgulhoso e pouca modéstia, nunca ter lido um livro.

Cer...

ler mais 15/01/2008 às 12:41





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