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Um início, uma vontade, uma proposta, um desafio. Um espaço para o pessoal jovem no portal novohamburgo.org. Minha função: fazer desse espaço algo sempre atualizado e o mais agradável e interessante o possível perante os olhos do meu público alvo.

São com esses ideais em mente, juntamente com muito gás que inicio hoje esse espaço que fala sobre atualidades, sempre focando no que a galera quer ver. O mais importante aqui é a opinião do pessoal, portanto participem sempre pois a minha maior realização é fazer algo que agrade a todos vocês, e para isso a interatividade e diversidade de assuntos e idéias é fundamental.

Desde já, valeu pela companhia! Gabriela Schuch.

ferro velho | arquivo


› Guria com guria
28/10/2008 às 13:17

Guria com guria

“Vou abrir o jogo pra ti. Assim tudo fica mais fácil. Desde meu primeiro beijo isso começou. Gostava de beijar meninos e meninas. Na verdade o que eu gostava mesmo era de meninas. Mas sabe né, quando se é adolescente tudo é muito complicado. Até que eu decidi que ficaria somente com eles. Arrumei um namorado e ficamos juntos durante mais de um ano. Até que eu estourei. Não dava mais. Agora, mesmo sabendo que é complicado ficarei somente com meninas. E quer saber? Estou apaixonada!”


A inspiração que faltava para um bom artigo veio após essa conversa com uma amiga. Não importa qual seu nome verdadeiro ou de onde ela surgiu. O que importa é a situação que ela retrata.


O homossexualismo é um assunto que perdeu os tabus na hora de adentrar em nosso cotidiano já há algum tempo. Será? Garotos que gostam de garotos seriam mais normais? Ou nós que estamos mais acostumados?


De uns tempos pra cá, as meninas também estão adquirindo a coragem que lhes faltavam e assumindo bem mais sua orientação sexual.


E por que “orientação” e não “opção” ou “condição” sexual?

Não existe opção. Nem tampouco condição. O que existe em termos de classificação é a orientação sexual, onde o desejo sexual e afetivo está direcionado para um objeto externo (no caso de homossexuais, mesmo sexo e no de heterossexuais, sexo oposto). O desejo é orientado, conduzido, ele flui para o objeto. Por isso, a denominação orientação.


Fui pesquisar sobre o assunto a fim de trazer para cá não apenas uma opinião anti-discriminatória. E foi durante essa busca que encontrei um artigo do Bacharel Fabrício Viana. Alguns trechos sintetizam de forma profissional o meu recado, por isso coloco aqui:


Lidando com as conversas

Quando seu amigo ou amiga contar sobre sua vida pessoal, aquelas coisas sobre casos ou namoros, trate como casos ou namoros de heterossexuais. Imagine que o que está sendo contado é entre pessoas de sexos opostos. Imaginou? Pois é. Não há diferença alguma no que se passa.


Tanto que, em ambos os casos, você encontrará pessoas que se relacionam de forma promíscua ou aqueles que nasceram para o casamento. As relações são iguais. Gays namoram, separam-se, têm brigas de casais, alguns almoçam juntos com a família no final de semana, com o namorado ao lado, e assim caminha a humanidade.

Xô preconceito!


A homossexualidade, em si, pode ir contra os seus conceitos, mas amizade é amizade independentemente que qualquer coisa. E amigos são feitos para dar força. Pense nisso.


Até porque o que é bom para ela (nunca esqueça que mesmo sendo homossexual a mulher ainda tem hormônios, ainda é meiga e sensível, é preciso ser muito mulher para assumir sua orientação sexual) não necessariamente é para você, e vice-versa. Respeito acima de tudo.

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Tabu, preconceito ou desinformação?
Não importa, Gabriela. O que importa é que as pessoas possam conversar abertamente sobre isso, discutir até sobre a possiblidade de ser uma patologia - por mais louca que essa idéia pareça.
É preciso ser muito mulher para assumir sua orientação.
Parabéns pelo esclarecimento e pela forma aberta de tratar esta questão.
Tanto para homossexuais masculinos, como para femininos, como bissexuais e travestis, é preciso de muito respeito ao ser humano, acima de tudo.
É muito bom te ler!

> Rodrigo | 28/10/2008 às 19:59

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