› O futuro de mães e filhos carentes
07/05/2007 às 19:20

O futuro de mães e filhos carentes

Para as mamães que não tem família e nem para onde ir com seu bebê, algumas medidas devem ser seguidas para preserva-los e evitar que acabem nas ruas

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As mulheres que não tiveram o privilégio de ter a segurança e carinho de uma família em um momento tão especial que é dar a luz a um filho, muitas vezes têm que recorrer a outras medidas, como enviar a criança a um abrigo provisório ou para a adoção.


Durante o período que as mães estão no Centro Cristão Feminino (Cecrife) em Novo Hamburgo, o próprio Centro procura investigar o paradeiro do pai do bebê e as mulheres são incentivadas e orientadas a cobrarem seus direitos. Fazer o pai assumir a paternidade e pagar pensão.


O problema é que, em alguns casos, os pais são também adolescentes, sem emprego ou com alguma dependência química. Como tratam-se de mães, na maioria da vezes jovens menores de idade, o trabalho é feito em parceria com a secretaria de assistência do município de origem delas.


No caso de Novo Hamburgo, busca-se trabalhar em parceria com o Conselho Tutelar. Como, na hora de sair do Centro, as meninas precisam ir para a casa de algum parente ou um abrigo, existe um trabalho para evitar que a situação continua a mesma. Assim, e idéia é que a mãe possa sair, buscar um emprego e viver em condições melhores.


Quando acontece de a mãe ter de ir para outro abrigo, se destitui a guarda e ela passa para um familiar, ou então a criança fica em outro abrigo, uma casa de passagem, até a mãe ter condições de assumi-la. Neste período, se trabalha juntamente ao Fórum, na tentativa de remediar a situação ou encontrar um familiar que ajude.


ADOÇÃO - Depois de todo esse trabalho de busca, se não for possível estabelecer nenhum vínculo, aí sim é destituída a guarda e a criança vai para a adoção. Esses casos são mais raros, mas acontecem, ainda mais se tratando de gravidez na adolescência, diz a assistente social do Cecrife, Débora Machado.


“Quando ela chega aqui é porque normalmente está complicada a situação. Houve casos de meninas que nós conseguimos lugar morarem, pessoas idosas para cuidar, famílias que aceitam ‘adotar’ a mãe e a criança, mas é muito difícil. As pessoas têm muito medo, acham que podem ter problemas no futuro, normalmente querem adotar mesmo só a criança”, complementa Débora.


Quando as mães já chegam no Centro determinadas para colocar a criança pra adoção ela pode fazer isso diretamente. Quando elas estão certas da adoção, o Cecrife respeita a opinião delas e encaminha diretamente pro juizado, para fila de espera.


“Quando acontece delas virem já programadas pra colocar pra adoção é porque percebem que não adianta. Nestes casos, a situação é demais complicada, não há condições mesmo”, afirma a assistente social.

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