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13/06/2008 às 15:17

Solidariedade, o ato que pode mudar a vida do outro e a sua

A relação do ser humano com os seus semelhantes é algo realmente complexo. Fiquei pensando sobre essas questões após o dia 17 de maio, que foi o Dia da Solidariedade.


No dia-a-dia somos cercamos por uma controvérsia assustadora, solidariedade de um lado e egoísmo e inveja de outro. Com a chegada do inverno isso fica ainda mais visível. Enquanto diversas campanhas são organizadas para recolher doações de agasalhos e alimentos, algumas pessoas que podem ajudar, simplesmente não fazem a sua parte. Será que falta tempo para retirar o inutilizado do guarda-roupa e do armário da cozinha? Ou será desconhecimento das campanhas? Não e não, é ignorância mesmo.


Considero ignorante não aquele que nada sabe, mas sim, o sujeito que tem todos os meios para se informar e aprender, mas não os utiliza por pura falta de interesse. Infelizmente existem pessoas que só dão valor as coisas materiais e vêem o outro como um inimigo, um estorvo. O pior é que cada vez mais cedo o ser humano vai construindo esse lado escuro.


Às vezes tenho medo do futuro. Vejo crianças que não dividem seus brinquedos. A magia e a felicidade despertadas por esses objetos foram substituídas pelo sentimento de inveja. "O meu é melhor", "Eu tenho e você não", "Mas o meu é importado", essas são apenas algumas frases de pequenos consumistas. Dominados pelo sistema Capitalista, algumas crianças não querem mais o objeto para brincar, muitas vezes ele fica jogando em um canto qualquer, elas o usam para provocar e suscitar a ira dos amigos. E não basta um brinquedo, tem que ser vários e o da última geração.


O que serão destes pequenos? Adultos que só sabem olhar para seu próprio umbigo, esquecendo de valorizar a maravilha das pequenas coisas. Profissionais que não vão pensar duas vezes antes de “puxar o tapete” do colega para ganhar um melhor cargo na empresa. Homens e mulheres solitários e sem bons sentimentos.


Eles nunca vão saber como é a sensação de ficar com os olhos cheios de lágrimas e o coração a explodir ao ver uma criança sorrir quando recebe um simples carrinho ou uma boneca usada. Eles nunca vão receber um “muito obrigado” ao dividir um lanche ou simplesmente por escutar um colega que está com problemas e precisa de um ombro amigo. Eles nunca vão estar rodeados de pessoas especiais que conseguem transformar um dia qualquer em um momento inesquecível.


Se as crianças são o futuro da nação, elas devem saber desde cedo o significado teórico e prático da solidariedade. Todavia, se um adulto ainda não aprendeu o que isso significa já está mais do que na hora de compartilhar e doar.


Caso você queira se tornar mais solidário e menos egoísta não precisa ir longe pra achar pessoas que estão precisando de ajuda, pode ficar sentado no sofá da sua casa. Diariamente homens, mulheres e crianças batem na porta das residências a procura de doações. Sou contra dar dinheiro, contudo acredito que um quilo de alimento ou um blusão não irão lhe fazer falta. É muito triste ver nossos semelhantes deitados nas calçadas da cidade passando frio e fome.


Faça a sua parte e mude esse cenário. Apóie e participe de projetos voluntários organizados por ONG’s e prefeituras. Não deixe de praticar a solidariedade. Estender a mão ao próximo é um ato que pode salvar a vida do outro e a sua alma.

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Desde o início da Humanidade o homem nunca foi dado a ajudar o outro ou se livrar de seu egoísmo nato. Os problemas existem em todos os níveis, e o material nem sempre é a prioridade. É claro que aqueles que passam fome e frio não podem ser enquadrados, eles carecem das necessidades mais básicas. Porém, vejo tanta alegria em meio à pobreza e tanta infelicidade, insatisfação e melancolia entre aqueles cercados de bens. Não tenho pena dos que não são ajudados nem dos que não ajudam os outros, mas sim dos que não aceitam a si próprios.

> Daniel Gruber | 19/06/2008 às 00:31

Também penso que devemos ser solidários com aqueles que precisam. Tanto de bens materiais, quanto de uma palavra que conforta. Mas sei tambem que a rotina nos torna menos sensíveis ao que nos cerca, principalmente problemas alheios. Mas quando nos permitimos um gesto de carinho e atençao, ou até mesmo um sorriso para alguém que surgiu a nossa frente naquele instante, essa atitude nos dá um sentimento de alegria e prazer muito grande. Sao gestos que nao nos custam praticamente nada e nos dão muito prazer.

> Maria Agnês | 21/06/2008 às 19:52

Daniela, fiquei maravilhado com teus comentários e artigos.
Tens um grande futuro pela frente.
Capricha em tudo o que fizeres.
Admiro tua vontade de progredir. Sempre temos algo mais a estudar.
Desejo-te pleno sucesso profissional.
Um afetuoso e carinhoso beijo de quem te estima e ama.
Irmão Alípio.

> Irmão Pedro Alípio Heck | 27/09/2008 às 08:29

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