EU VOLDÊI, UMA VEIZ! terça-feira, dezembro 19th, 2006
Cumôia!
E non é gue chá do te vólda! E isdo me techa pen felís, borgue den chênde gue cósda e abósta no Chacó.
Te veiz en guando eu vô esgrevê agui, maiz chundo dampên vô griá uns maréc e uns cãnzo, na jágara. Isdo ze os crôt non domá gonda de dúto: nunga vi dãnto crôt chúndo gomo esde ano.
E os pãngo, hen? Barés gue guãndo maiz milhôn els cãnha, maiz nóiz zófre brá dê um adentimênt rassoável. Odro tia fomo zacá uns bila e non dinha náta. Fomo tinovo e taí falamo gon o cherênt – tebois te um dempôn esberãndo.
E zápe o gue el tís? Gue als veiz a máguina bucha o tinhêro bra tendro! E borgue non arúmon as máguina? Um tia eu levo o meu ács e arepêndo um machín tagueles e guéro vê o tinhêro non zaí!
Endôn ainta ânts do Nadál eu esgrêvo uma mensáche.
Poa zemana brá vozêis e truff catuch!
CLOSSÁRIO
Abósta - aposta
Ács - machado
Adentimênt - atendimento
Ânts - antes
Arependo - arrebento
Barés - parece
Bila - pila
Bucha - puxa
Cãnzo - gansos
Cherênt - gerente
Chundo - junto
Cósda - gosta
Crôt - sapos
Cumôia - bom dia
Dampên - também
Dempôn - tempão
Duto - tudo
Esberãndo - esperando
Griá - criar
Jágara - chácara
Machín - máquina
Maréc - marrecos
Mensáche - mensagem
Milhôn - milhões
Nadál - Natal
Pãngo - banco
Rassoável - razoável
Techa - deixa
Tendro - dentro
Tinhêro - dinheiro
Truff Catuch - dê-lhe que te dê-lhe
Vólda - volta
Zacá - sacar
Jacó Rudi, Novo Hamburgo – 19.12.2006